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Programa de Estabilidade mostra "um PS que desiste do caminho que fizemos nos últimos quatro anos"

Pedro Filipe Soares afirmou que o envio do Programa de Estabilidade para Bruxelas em vésperas de eleições não passa de uma “farsa” e lembra como igual iniciativa do anterior governo acabou rasgada por vontade do povo.
Pedro Filipe Soares
Pedro Filipe Soares. Foto de Paula Nunes.

O parlamento debate esta quarta-feira o Programa de Estabilidade em que o governo apresenta a Bruxelas as suas metas económicas para os próximos anos. Para o líder parlamentar bloquista, a prioridade à redução do défice para Bruxelas ver representa “uma cedência do PS ao velho PS, que ignora que a recuperação de rendimentos foi um pilar fundamental para a recuperação da economia”.

“Foi o aumento de salários que retirou pessoas da indignidade de trabalhar e mesmo assim continuar na pobreza”, lembrou Pedro Filipe Soares, acrescentando que a proposta do governo mostra “um PS que desiste do caminho que fizemos nos últimos quatro anos”.

“Investimento público? Há quase uma razia, a prioridade é o superávite das contas públicas”, prosseguiu o líder parlamentar bloquista, concluindo que o documento “é mais alemão que qualquer dos ministros alemães das finanças”. E tem consequências já em 2019: “os benefícios do crescimento vão direitinhos para o buraco do Novo Banco”, assim mostrando que “o PS coloca novamente os bancos à frente das pessoas”.

Pedro Filipe Soares também criticou o envio do Programa de Estabilidade em vésperas de eleições, acusando o PSD e CDS de aceitarem com complacência “que Bruxelas continue a diminuir a democracia portuguesa” e o PS de fazer “parte da farsa”. “O que vale o Programa de Estabilidade no final da legislatura? O do anterior do PSD/CDS foi rasgado”, lembrou Pedro Filipe Soares.

“Com o mandato do povo dissemos não a um Programa de Estabilidade que queria cortar 600 milhões em pensões, cortar salários até 2019, manter a sobretaxa de IRS para atacar rendimentos do trabalho”, prosseguiu o deputado do Bloco, lembrando que “amanhã celebra-se o 25 de Abril e uma das máximas dessa data é que o povo é quem mais ordena. É ele quem ordena o que será definido em outubro próximo”.

Respondendo às críticas das bancadas da direita, Pedro Filipe Soares afirmou que PSD e CDS “foram orfanados do poder, porque assim foi a vontade do povo”. Referindo-se à intervenção neste debate do ex-ministro Mota Soares, lembrou-o que “não disse que era ele que propôs 600 milhões de euros de cortes nas pensões, era a sua pasta. Orfanados do poder, assim continuarão porque o nosso povo não tem saudades dos cortes da austeridade” e por isso “estão fora deste debate”.

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