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Profissionais de Saúde juntam-se para lembrar João Semedo

Esta quarta-feira, 17 de julho, assinala-se um ano do falecimento de João Semedo. Um conjunto de profissionais de Saúde, que com ele construíram a defesa do SNS, junta-se em Lisboa, na Casa do Alentejo, para lembrar o seu percurso e celebrar o acordo à esquerda para uma nova Lei de Bases. Notícia atualizada às 13h21.

O jantar de homenagem a João Semedo contará com intervenções de Constantino Sakellarides, professor jubilado da Escola Nacional de Saúde Pública, Cipriano Justo, Médico e professor de Saúde Pública, Maria Augusta Sousa, enfermeira e ex-bastonária da Ordem dos Enfermeiros, e Teresa Gago, Médica dentista, ex-vereadora em Cascais pelo PS, dirigente associativa do Movimento Não Apaguem a Memória e membro da Plataforma Cascais-movimento cívico.

Tomarão ainda a palavra Manuel Alegre, que participou na apresentação do livro "Salvar o SNS - uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a Democracia", de João Semedo e António Arnaut, uma iniciativa que juntou mais de 500 pessoas na Antiga Igreja do Convento São Francisco, em Coimbra, e Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda.

O Jantar de Homenagem a João Semedo terá lugar na Casa do Alentejo, em Lisboa, pelas 19h30. A inscrição é livre, bastando preencher este formulário.

Arnaut e Semedo lançaram o repto para recuperar o espírito inicial do SNS

Em janeiro de 2018, António Arnaut e João Semedo apresentaram o livro ‘Salvar o SNS – uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a Democracia’.

A proposta que colocaram em cima da mesa foi a de eliminar uma Lei de Bases produzida em plena maioria absoluta cavaquista e substituí-la por uma nova lei, por forma a recuperar o espírito inicial do SNS.

Em causa estava voltar a instituir a gestão pública, que apontasse a gratuitidade da saúde e que tornasse o setor privado supletivo do público.

No final de um processo que durou um ano e meio, a persistência do Bloco deu frutos.

A 12 de julho, chegou-se a um entendimento para uma Nova Lei de Bases da Saúde, retirando-se referências a parcerias público-privadas (PPP) na lei e fixando a revogação do decreto-lei de Durão Barroso no prazo máximo de 180 dias, prazo durante o qual deve ser construída uma nova lei que define os termos da gestão pública. 

Termos relacionados Nova lei de Bases da Saúde, Sociedade
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