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Professores não fazem greve às avaliações

Os sindicatos de professores decidiram não avançar com uma greve às avaliações do 3.º período. Em vez disso, levarão a cabo ações de visibilidade nas ruas e ações em tribunal.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

“A luta aconselha neste momento a não desgastar os professores com acções que se arrastam no tempo sem ter um interlocutor válido à vista”, justificou Mário Nogueira, de acordo com o Público. O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) lembrou ainda que as legislativas se realizam em outubro e que a decisão do parlamento nesta legisltura já foi tomada na semana passada, altura em que os professores viram chumbados as suas pretensões. Nogueira considerou esta uma das “mais tristes cenas da política portuguesa”, consubstanciada pelo anúncio de António Costa de que pediria a demissão do cargo caso a contagem integral do tempo de serviço dos professores fosse aprovada pelo parlamento.

Em vez da greve, os sindicatos irão entrar na campanha eleitoral. Assim, a “Campanha pela Dignidade Profissional Docente”, nome do protesto, irá começar no dia 29, no Porto, com o primeiro de vários “comícios da indignação”.

Esta decisão consta de uma declaração conjunta das dez estruturas sindicais entregue aos jornalistas numa conferência de imprensa que decorreu esta quarta-feira, em Lisboa.

Os sindicatos tinham ponderado fazer greve às avaliações a partir de 6 de junho. No ano passado, os sindicatos convocaram greves às reuniões de avaliação, que vieram a ser contornadas, mais de um mês após o seu início, pelo estabelecimento de serviços mínimos (considerados ilegais meses depois pelo Tribunal da Relação de Lisboa).

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