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Professores madrilenos continuam em greve

A contestação aos cortes na Educação pelo executivo regional de Madrid é a maior dos últimos 25 anos. Os sindicatos acusam o PP de querer despedir 3000 docentes na região da capital espanhola. E o protesto alastrou à Galiza e Castilla-La Mancha.
Professores voltam à rua esta terça-feira em Madrid. Foto mmarftrejo/Flickr

O governo regional anunciou em Julho o aumento da carga horária de 3 horas semanais por cada professor nas 320 escolas secundárias de Madrid, o que tem como consequência imediata o despedimento de três mil professores, segundo os sindicatos.

A greve começou no dia 20 de Setembro e teve uma adesão de 78%, segundo a central sindical Comisiones Obreras. Era o dia da abertura oficial do ano lectivo e a presidente do governo regional, Esperanza Aguirre, foi apupada à chegada, bem como o ministro da Educação do governo socialista, Ángel Gabilondo. Nos dois dias seguintes, o protesto voltou a repetir-se e esta terça ao fim da tarde há uma manifestação marcada, onde são esperados cerca de 80 mil professores.

Esta terça-feira, a greve voltou a contar com o apoio maioritário dos docentes, calculado pelos sindicatos em 71% e a presidente do governo considerou a greve "um ataque à escola pública". Esperanza Aguirre causou nova polémica em Setembro ao declarar que tinha dúvidas que todos os graus de ensino pudessem continuar gratuitos. Mais tarde veio rectificar, dizendo que se estava a referir aos masters e pós graduações, que não são nem obrigatórios nem gratuitos.

Na passada segunda-feira, centenas de professores rumaram ao centro de Madrid onde estiveram um minuto deitados para simular a morte simbólica da escola pública. E o protesto está a alastrar a outras comunidades regionais do estado espanhol, como Castilla-La Mancha, onde se prevê o despedimento de 800 professores e há greve marcada para esta quarta-feira, e a Galiza, que já teve duas greves e uma manifestação em Santiago de Compostela no dia 27 de Setembro.

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