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Professores anunciam greves que podem ir até outubro

Sindicatos esclarecem que greve às avaliações não irá afetar os exames nacionais. Professores anunciam greves para 14 de setembro, primeiro dia de aulas do próximo ano letivo, podendo estas estender-se até 5 de outubro.
Professores anunciam greves que podem ir até outubro
Foto de Paulete Matos.

10 estruturas sindicais convocaram uma conferência de imprensa para divulgar o calendário de greves que poderá estender-se até à primeira semana de outubro. As estruturas sindicais exigem a contagem integral do tempo de serviço congelado. 

Mário Nogueira, secretário geral da Federação Nacional dos Professores, falou em nome das 10 estruturas e adiantou que a greve às avaliações, entre 18 a 29 de junho, poderá estender-se até 15 de julho, se “o problema não estiver resolvido”.

Os professores farão greve às avaliações, que têm início a 18 de junho, não afetando porém os exames nacionais. Os sindicatos decidiram não avançar com a greve aos exames nacionais por considerarem que existe margem de negociação com o governo. 

Os sindicatos admitem também, caso o Governo persista em não contar todo o tempo de serviço congelado, convocar uma greve ao primeiro dia de aulas do próximo ano letivo, a 14 de setembro, e quatro dias de greve na semana de 5 de outubro, feriado nacional que coincide com as celebrações do Dia Mundial do Professor.

A próxima semana será crucial para compreender o avanço da  negociações, explicou Mário Nogueira. Os sindicatos querem que António Costa esclareça as suas declarações no passado debate quinzenal, onde deu a entender que o reconhecimento de dois anos dos nove que a carreira dos professores esteve congelada seria apenas a primeira fatia do bolo e não a única. 

"António Costa disse uma coisa que nos surpreendeu porque é novo, que foi que a recuperação dos dois anos, nove meses e 18 dias, proposta pelo Governo, seria para devolver já em 2019, quando nas negociações nos tinham dito que era até 2023. Se o tempo de serviço a recuperar forem os nove anos, quatro meses e dois dias, e a proposta do Governo for uma tranche, então esta será uma base negocial no quadro da recuperação completa", afirmou Mário Nogueira.

"É preferível demorar mais um bocadinho de tempo e recuperar todo o tempo, do que de uma só vez só ter algum tempo”, disse. “Se não recuperarmos o tempo todo que foi congelado, a carreira dos professores fica destruída”, explicou Mário Nogueira em representação das dez plataformas sindicais, uma vez que “se os nove anos não forem recuperados, a carreira dos professores deixa de ter 34 e passa a ter 43 anos para se chegar ao topo”.

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