“As privatizações penalizam as populações, tiram serviços sociais”

06 de abril 2019 - 22:30

Este sábado, os membros do Bloco juntaram-se na Amadora para o II Encontro Nacional de Trabalho Local, para debater os debates que marcam o momento, como as pressões para modelos de privatização e concessão a privados dos serviços públicos. De acordo com Catarina Martins, as eleições europeias são um momento de escolhas.

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Catarina Martins começou por afirmar que “a coerência do Bloco nas várias esferas onde atua é essencial”, referindo ainda os espaços em que “há pressão para modelos de privatização e concessão a privados dos serviços públicos”. De acordo com a coordenadora do Bloco, “isso penaliza as populações, tirando serviços sociais, encarecendo serviços sociais”. Catarina afirma ainda “o país pode ou não escolher se podemos ter uma escola forte, se somos capazes de renegociar a dívida pública, se queremos que fique tudo na mesma ou compreendemos que as alterações climáticas estão aí e a responsabilidade do país é promover o debate para a reconversão energética, para uma economia capaz de proteger o futuro e o planeta”.

A coordenadora do Bloco acredita que estes “são os debates do momento”. Contudo, “quando debatemos as questões essenciais, vemos que o debate vai para todo o lado menos para onde deve estar”, afirmou, referindo-se ao “espetáculo deplorável” entre PS e PSD, que tentam “perceber quem é que teve mais familiares no governo”. “Vemos o PDS a tentar perceber se Paulo Rangel tinha razão quando defendia que os advogados não deviam ser deputados ou se afinal tinha razão quando acumulava as funções como se nada fosse”, ironizou. Ao mesmo tempo, “vemos o PSD a tentar esconder Nuno Melo e a tentar apresentar já os candidatos para as legislativas”.

“Nestas eleições europeias, afirmou, “vamos escolher se queremos Serviço Nacioanl de Saúde, escola pública, salários e pensões, se temos ou não transportes, se defendemos ou não a vida da gente que aqui trabalha e constrói o país”.

“Combatemos um Euro assimétrico e um BCE que diz ao nosso país que temos de entregar os nosso bancos, pago com o dinheiro dos contribuintes portugueses, aos gigantes da finança internacional, perdendo toda a capacidade de decisão sobre um sistema financeiro que continuamos a pagar”, rematou a coordenadora do Bloco de Esquerda.