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Privatização da Efacec adiada para 2021

A nacionalização de 71,73% da empresa teve lugar em julho com a compra de capital da sociedade Winterfell 2, indiretamente controlada por Isabel dos Santos.
Privatização da Efacec adiada para 2021
Fotografia de efacec.pt

Parcialmente nacionalizada no início de julho, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, pretendia voltar a pôr a Efacec nas mãos de privados ainda este ano. Mas, segundo noticia o semanário Expresso, esses planos parecem agora improváveis. De momento, em cima da mesa está o cenário em que os 71,3% que anteriormente pertenciam a Isabel dos Santos passem das mãos do Estado português para as mãos de privados somente em 2021. 

O atraso começou logo quando o dinheiro do empréstimo garantido de 50 milhões de euros só chegou mês e meio depois da nacionalização parcial, em meados de agosto. Por sua vez, arrastou-se também a escolha dos assessores financeiros arrastou-se, assim como a nomeação dos novos órgãos sociais.

O Governo preferiu não levar os crité­rios do concurso de privatização a conselho de ministros antes da aprovação do Orçamento do Estado, para que não houvesse ruído em torno da privatização, explica o semanário, que afirma que já na altura da nacionalização havia uma lista de candidatos à compra de uma participação naquela que é uma das poucas indústrias portuguesas de referência. 

Na altura, o Bloco de Esquerda, através da deputada Isabel Pires, afirmou que não compreende o motivo para nacionalizar apenas temporariamente. Sendo uma empresa de interesse público e estratégica para a economia portuguesa, a Efacec deveria manter o controlo público. 

O governo justificou a compra de capital junto da sociedade Winterfell 2, parcialmente controlada por Isabel dos Santos, porque a Efacec “está em situação de grande impasse acionista, na sequência do processo Luanda Leaks, foi decretado o arresto desta participação social”, explicou o ministro Pedro Siza Vieira.

“Esta situação de impasse acionista e a questão colocada do ponto de vista reputacional levou a empresa a entrar em dificuldades com os seus clientes, os seus fornecedores, e com os seus credores. Sem resolver o impasse acionista mostrava-se difícil assegurar o fluxo de recursos financeiros para retomar a sua atividade”, assinalou.

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