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Primeiro de dois dias de greve dos técnicos de diagnóstico com 85% de adesão

Esta é a primeira de duas sexta-feira de greve dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. Um protesto que vem no seguimento da rejeição no Parlamento das propostas que acabariam com as desigualdades na carreira.
Manifestação nacional de Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica. Lisboa, 21 de fevereiro de 2019.
Manifestação nacional de Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica. Lisboa, 21 de fevereiro de 2019. Foto de Rodrigues Antunes. Lusa.

Este dia 12 de julho e o próximo dia 19 serão dias de greve para os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. As jornadas de luta foram convocadas pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS) porque, dizem, o PSD cedeu “às pressões do governo” e recuou na votação que iria terminar as desigualdades nas suas carreiras.

Em causa está a proposta apresentada pelo PSD e o seu sentido de voto na reunião de quarta-feira da Comissão Parlamentar de Saúde no que diz respeito ao diploma que estabelece o número de posições remuneratórias das categorias da carreira de especial de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapeuta e define as regras de transição na carreira. Em nota, o STSS esclarece que “a possibilidade de alterar o diploma de 2019, através das apreciações parlamentares apresentadas pelo PSD, BE e PCP em comissão parlamentar de Saúde, não aconteceu por um recuo estratégico do PSD, o qual só acentuará ainda mais as desigualdades relativamente a este grupo profissional”.

As propostas apresentadas pelo Bloco e PCP, que iam no sentido desejado pelos trabalhadores, foram rejeitadas com o voto contra do PS e a abstenção do PSD e CDS. Por sua vez, o PSD apresentou um projeto de resolução em que requer “um estudo” ao Governo sobre o impacto orçamental das alterações que propõe, “não sendo possível assim, antes das eleições e de existir um novo parlamento, fazer nada”, adianta o STSS que considera a proposta “inaceitável” e resultado de uma cedência destae partido ao governo “que condicionou o maior partido da oposição”.

O STSS diz que a situação destes trabalhadores é uma exceção que “nada tem a ver com a das restantes carreiras da função pública, uma vez que esta carreira não teve qualquer processo efetivo de revisão em 20 anos.” Assim, estes tranalhadores são “discriminados pelo Estado quando comparados a todos os outros trabalhadores da Administração Pública com o mesmo grau de exigência habilitacional e profissional e, em especial, a outros profissionais de saúde”. A sua nova estrutura de carreira coloca 97% dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica na categoria de base, apagando todos os anos de serviço. Tenham um ou 20 anos de serviço, 75% ficam na primeira posição remuneratória.

Para já, no primeiro dos dias de greve, a adesão ronda os 85%. Em Macedo de Cavaleiros e Bragança, por exemplo, os números sobem até aos 100% diz o STSS.

Depois, para além da greve, os trabalhadores ponderam “incluir as ações jurídicas que forem necessárias, porque existe mais do que um problema”, segundo o dirigente sindical Luis Dupont.

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