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Preços das casas não subiam tanto desde 1991

Em 2022, os preços de venda das casas aumentaram 18,7%. E isto sem ter em conta Lisboa e Porto, onde as subidas costumam ser mais expressivas. Escassez de oferta e maior procura por parte de não residentes abastados são apontados como estando na origem do escalar de preços.
Foto de Paulete Matos.

De acordo com dados da Confidencial Imobiliário, citados pelo Expresso, em dezembro de 2022, o índice de preços residenciais disparou, registando o valor mais alto desde 1988, altura em que estes indicadores começaram a ser compilados.

Os preços das casas não subiam tanto desde 1991, quando se registou uma subida anual média de 18,8%. Em 2022, a variação média dos preços das casas em Portugal foi de 18,7%.

“É necessário recuar a 1991 para encontrar uma taxa de variação homóloga no final do ano superior à registada neste último mês de dezembro”, escreve a imobiliária. E acrescenta que a percentagem de aumento de preços relativa a 1991, até agora, “tinha sido aproximada apenas pelas valorizações observadas nos dois anos anteriores à pandemia, ambas situadas no patamar dos 15,0%”.

O acréscimo do preço das casas contabilizado em 2022 ainda nem sequer tem em conta os mercados imobiliários de Lisboa e do Porto, onde as subidas costumam ser mais expressivas.

A escassez de oferta e maior procura de casa por parte de não residentes abastados têm sido apontados por especialistas como estando na origem do escalar de preços.

"Não se antecipam passos expressivos na resolução dos problemas de falta de oferta, devido ao aumento dos custos de construção e aos licenciamentos demorados. A classe média será especialmente afetada por esta falta de oferta, pois mesmo a oferta que surge tende a direcionar-se mais para os segmentos menos afetados em termos de rendimento, como as classes média-alta e alta", escreve a consultora imobiliária JLL, no último relatório de balanço do último ano e perspetivas para 2023.

 

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