Nos primeiros sete meses do ano, o preço dos bens alimentares não transformados aumentou 4,4%. Bebidas não alcoólicas e alimentos, na comparação entre julho deste ano com julho de 2024 aumentaram 3,76%.
A fruta destaca-se com um aumento de 15,8% a que não serão alheias as ondas de calor e as secas prolongadas que atingem não só o país como vários dos países de onde esta se costuma importam para os mercados portugueses.
Se o preço da fruta de julho deste ano for comparado com o mesmo mês do ano passado, o aumento é de 10%. Se compararmos o mês de julho com o de junho deste ano, o aumento foi de 6,77%. 7,5% no caso da fruta fresca.
Estes números constam dos dados da inflação de julho divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Consultando-os, ficamos a saber que também há um forte aumento do preço do café que, desde janeiro, aumentou 5,7%. A quebra de produção no Brasil, fruto da seca, é uma das explicações avançadas para este facto.
Outra subida significativa de preço foi a da carne: 3,7% nos primeiros sete meses. A carne bovina sobretudo está em alta com um aumento forte da procura dos EUA. A procura noutro ponto do globo, neste caso na Ásia, é apontada como causa de uma outra subida. Laticínios e ovos aumentaram 2,4% em sete meses.
No conjunto, produtos alimentares não transformados aumentaram 6,15% entre julho de 2024 e o mês passado. Também em termos de inflação homóloga café, chá e cacau aumentaram 12,7% naquele período.