Pré-avisos de greve crescem 92,2% no primeiro semestre

09 de agosto 2023 - 13:15

Foram comunicados à Direção-Geral da Administração e do Emprego Público um total de 575 pré-avisos de greve, face aos 148 registados no período homólogo, o que representa um aumento de 288,5%. Nos setores privado e empresarial do Estado o aumento foi de 46,2%, para 924.

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Foto de Paulete Matos.

De acordo com dados da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), citados pela agência Lusa, foram comunicados a esta entidade 575 pré-avisos de greve até junho, face a 148 registados no mesmo período do ano anterior, o que implica um aumento de 288,5%.

Já os pré-avisos de greve comunicados à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), respeitantes aos setores privado e empresarial do Estado, no primeiro semestre do ano registaram um crescimento de 46,2%, totalizando 924.

Na globalidade, tendo em consideração a administração pública, setor privado e setor empresarial do Estado, foram recebidos 1.499 pré-avisos até junho, o que representa um aumento de 92,2% face ao mesmo período do ano anterior.

Na Administração Pública, do total de 575 pré-avisos comunicados, a grande maioria diz respeito à Educação (478), seguida pela Saúde (38), Administração Local (14) e Justiça (14). Os Negócios Estrangeiros contaram com 13 pré-avisos de greve, a Administração Interna cinco, as Finanças e a Agricultura e Alimentação um. Registaram-se ainda onze pré-avisos em áreas setoriais "diversas".

No que concerne aos dados publicados pela DGERT, do total de 924 pré-avisos comunicados ao Ministério do Trabalho, 567 ocorreram fora do setor empresarial do Estado e 357 dentro do setor empresarial do Estado.

Só no mês de junho, foram comunicados 170 pré-avisos à DGERT. Os setores mais visados são as atividades administrativas e serviços de apoio (19%), as atividades de informação e de comunicação (19%), seguidos pela administração pública e defesa; segurança social obrigatória (17%), indústrias transformadoras (11%) e transportes e armazenagem (9%).

Esta quarta-feira, os médicos da região Centro iniciam uma paralisação de dois dias convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos, que se junta à greve às horas extras nos cuidados de saúde primários. No dia 14 de agosto, os guardas florestais promovem uma paralisação pela valorização das suas remunerações, a atribuição dos suplementos remuneratórios, maior autonomia operacional e melhoria das suas condições de trabalho. No dia seguinte, os trabalhadores do IPMA, com funções de observação, vigilância, previsão e comunicação meteorológica geral e aeronáutica, sísmica e de tsunamis, que prestam trabalho em regime de turnos, irão estar em greve para exigirem o pagamento do trabalho prestado em dias feriados, em falta desde janeiro. Depois de uma greve que contou com mais de 90% de adesão, os trabalhadores da Nobre marcaram para 11 de setembro uma nova paralisação.

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