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Praça Camões enche em defesa da Amazónia

A Praça Camões em Lisboa encheu em protesto contra a destruição da Amazónia, devastada por incêndios nas últimas três semanas. Críticas e apupos a Jair Bolsonaro e ao agro-negócio foram nota dominante.
Manifestação em defesa da Amazónia, Lisboa, 26 de agosto de 2019.
Panorâmica da manifestação na Praça Camões, Lisboa, 26 de agosto de 2019.

O Largo do Camões ficou repleto de manifestantes em defesa da Amazónia ao final da tarde desta segunda-feira. Cerca de um milhar de pessoas responderam à chamada de dezenas de coletivos em defesa do "pulmão do mundo", sujeito a incêndios devastadores nas últimas três semanas.

Mais de 30 coletivos o organizações apoiaram a convocatória, muitas de influência brasileira, como a Casa do Brasil de Lisboa, Casa Ninja, Fórum Indígena de Lisboa, Coletivo Andorinha, Pela Democracia Brasil; e outras mais ligadas a Portugal, como a Quercus, Climáximo, Extinction Rebellion Portugal, Precários Inflexíveis, entre muitos outros.

Samara Azevedo, do Coletivo Andorinha, considerou em declarações à Agência Lusa a iniciativa como uma das maiores de sempre da comunidade brasileira em Portugal. “Estamos aqui juntamente com outras associações, com a Casa do Brasil, Fórum Indígena de Lisboa, Media Ninja, para falar sobre a situação na Amazónia e para continuar o desmonte das políticas públicas ambientais que estão a acontecer no Brasil”, afirmou.

Samara Azevedo sublinhou que o desmatamento na Amazónia vem de trás e não começou agora, mas disparou para níveis alarmantes com a presidência de Jair Bolsonaro, fruto da sua política que considerou "criminosa", pois "além de ser ausente, incentiva e desmobiliza toda a política ambiental que existe no Brasil”.

A deputada do Bloco Joana Mortágua, presente na manifestação, afirmou aos jornalistas que “a destruição da Amazónia é uma catástrofe de proporções mundiais para o ambiente, para a humanidade”, cujos principais responsáveis se chamam Bolsonaro e agro-negócio.

O presidente brasileiro, referiu, esteve desde o início "contra as ONG ambientalistas, numa campanha aberta contra as associações indígenas que defendem a Amazónia, numa campanha aberta de apoio aos ruralistas e em defesa do agronegócio, que é quem está a promover o desmatamento e é, provavelmente, a mão criminosa por trás dos incêndios da Amazónia”.

Joana Mortágua instou ainda o governo português a censurar o executivo de Jair Bolsonaro e juntar-se aos que “na comunidade internacional denunciam a destruição da Amazónia e denunciam os responsáveis políticos dessa destruição”.

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