Portugueses são os mais pessimistas quanto a efeitos da crise sobre o trabalho

04 de agosto 2011 - 13:16

80% dos portugueses mantém-se pessimista quanto aos impactos da crise sobre o mercado de trabalho. Entre os gregos, esta percentagem é de 78%. 73 % dos europeus consideram que seria eficaz «reforçar o papel da União na regulamentação dos serviços financeiros”.

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O pessimismo entre os portugueses ultrapassa, inclusive, o dos gregos, que registou uma percentagem de 78%. Foto de Paulete Matos.

Segundo o Eurobarómetro Standard da Primavera de 2011, o inquérito de opinião bianual organizado pela União Europeia, os portugueses são os mais pessimistas da União Europeia no que concerne aos efeitos da crise sobre o mercado de trabalho.

Portugal não acompanha a tendência geral da UE, sendo que a maior parte dos Estados‑Membros considera que “o impacto da crise económica no mercado de trabalho atingiu já o ponto culminante”.

O pessimismo entre os portugueses ultrapassa, inclusive, o dos gregos, que registou uma percentagem de 78%.

O Eurobarómetro aponta ainda que 79 % dos europeus são a favor de “uma maior coordenação da política económica entre todos os Estados-Membros da União” e que 78 % são a favor de “uma supervisão mais rigorosa por parte da UE quando são desbloqueados fundos públicos para salvar os bancos e as instituições financeiras”.

Setenta e oito por cento dos europeus consideram ainda que seria eficaz “uma coordenação mais forte das políticas económicas e financeiras entre os países da área do euro”, e 77 % apoiam “uma supervisão mais aprofundada por parte da UE das actividades dos grandes grupos financeiros”, sendo que 73 % consideram que seria eficaz «reforçar o papel da União na regulamentação dos serviços financeiros”.

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