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Portugueses e espanhóis protestam contra central nuclear de Almaraz

Organizações ambientalistas portuguesas e espanholas participaram este sábado numa manifestação em Salamanca para pressionar o governo espanhol a fechar a central nuclear.
Protesto contra a central nuclear de Almaraz, Salamanca.
Protesto contra a central nuclear de Almaraz, Salamanca.

Os protestantes manifestaram-se contra a continuação da central nuclear de Almaraz e a abertura de uma mina de urânio em Retortillo, em Salamanca, perto da bacia do rio Douro a 40 quilómetros da fronteira. O objetivo era “dar um sinal” ao novo governo de Espanha, dias depois da tomada de posse. Aliás, o manifesto dirigia-se precisamente ao novo governo espanhol.

“Fechar Almaraz e todas as demais” foi a palavra de ordem dos manifestantes, que querem o encerramento dos sete reatores nucleares existentes em Espanha.

A licença para a construção de uma unidade para armazenamento de resíduos nucleares perto da central nuclear de Almaraz chegou a originar uma queixa do Estado português à União Europeia. A construção em questão localize-se a cerca de 100 quilómetros da fronteira com Portugal e tem levado a várias reacções negativas dos ambientalistas, incluindo do Bloco de Esquerda, presente na manifestação.

A exploração de urânio numa mina a céu aberto trará problemas como o abate de cerca de 30 mil azinheiras, o risco de contaminação atmosférica com poeiras radioativas, escorrências de materiais radioativos e a contaminação dos solos com metais pesados.

“A mudança de Governo criou uma nova expectativa”, afirma Pedro Soares, deputado do Bloco e presidente da Comissão de Ambiente da Assembleia da República, já que o encerramento das centrais nucleares espanholas faz parte do programa de governo do PSOE. “Esta mudança em Espanha permite mais confiança e mobilização e é uma janela de oportunidade para o Governo se mexer em defesa dos interesses de Portugal”, remata o deputado do Bloco.

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