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Portugal tem menos funcionários públicos, e gasta menos, do que países da OCDE

O Estado é "gordo" e "ineficiente", repete o Governo cada vez que pode e não pode, para justificar o gigantesco plano de rescisões na função pública. Um argumento desmentido pela realidade dos números. Quando comparado com os restantes países da União Europeia, ou da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os encargos salariais com os funcionários públicos ficam sempre abaixo da média registada nos países industrializados.
Nos 21 países da OCDE, recorda o suplemento de economia do Diário de Notícias, a percentagem de empregados nas administração pública representa 15% da população ativa, um valor bastante superior aos 11,1% registados em Portugal no final de 2011. De lá para cá a discrepância ainda será maior, principalmente com a diminuição do número de docentes e o ritmo crescente de reformas antecipadas na função pública.
Nos últimos sete anos, a forte restrição de novas contratações - primeiro através da regra de apenas contratar um funcionário por cada dois que abandonavam o seu posto, alargada depois para cinco por um – fez com que o Estado perdesse mais de 50 mil funcionários. Indiferente a uma diminuição do peso do trabalho no Estado sem paralelo na Europa, o Governo continua a garantir que os cortes na função pública constituirão a principal fatia do corte de 4000 milhões de euros na despesa.
Mas não é só no número de funcionários públicos que Portugal fica longe das medidas internacionais, os encargos financeiros do Estado com a função pública também são inferiores ao de todos os indicadores internacionais.
Tendo em consideração as despesas inscritas no Orçamento de Estado de 2012, o peso salarial das administrações públicas consumiu 10,4% da riqueza produzida em Portugal. Este valor não só fica abaixo da média da zona euro, 10,7%, como é muito inferior ao registado nos restantes países intervencionados: Espanha (11,6%), Irlanda (11,9%), Grécia (12,1%). A dissonância é ainda maior quando nos lembramos que a França reserva 13,2% da sua riqueza para pagar salários no Estado, um número que sobe para 18% na Dinamarca.















Comentários
Afinal o estado gasta o nosso
Afinal o estado gasta o nosso dinheiro onde?
Esta explicação é uma meia
Esta explicação é uma meia verdade... e o problema das meias verdades e que são meias mentiras... eu não quero um estado mínimo pk ele seja grande ou gordo ou pesado eu quero um estado minimal porque este pais e um antro de corrupção nepotismo e clientelismo! se diminuirmos o estado diminui-se os poleiros! eu prefiro os critérios economicistas do privado (eficiência, produtividade e meritocracia) aos valores públicos (um emprego para a vida)...
O problema não deve estar no
O problema não deve estar no número de funcionários públicos, mas sim nas horas de trabalho útil, pois grande parte nãoproduz nada e ainda leva trabalho de casa para fazer nas repartiçoões.
E em parte também por culpa de alguns »improdutivos» que auferem salários milionários na sombra.
Isso é conversa de café ao
Isso é conversa de café ao mais baixo nível. Certamente é o que você faz, ler o jornal, discutir futebol, ir fumar um cigarrinho.
Sou funcionária pública e já levei muitas vezes trabalho para fazer em casa. Para esclarecer a sua ignorância, trabalhamos por objetivos que são definidos todos os anos e quem não cumprir é penalizado, percebeu?
Portanto essa história das 8 horas é só para colher os votos dos ignorantes como você. Há muito tempo que trabalho mais de 8 horas. Tenho hora para entrar mas não tenho hora para sair.
Ponha antes a culpa nos muitos burocratas que por aí andam (começando pelos politicos e juristas da praça) que só servem para complicar a vida às pessoas, mas é isso que os alimenta.
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