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Portugal precisa de investimento científico para ter uma economia qualificada

Após uma reunião no I3S, Catarina Martins defendeu que “um país só tem futuro se tiver conhecimento”. E apresentou “três condições fundamentais” para desenvolver a ciência no nosso país: um “orçamento capaz”, autonomia e previsibilidade orçamental para as instituições científicas e vínculos laborais estáveis.
Visita ao I3S. Outubro de 2019.
Visita ao I3S. Outubro de 2019. Foto de Paula Nunes.

O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde é um dos maiores centros de investigação do nosso país. E Catarina Martins visitou-o esta quinta-feira para salientar que “nos orgulha pelos resultados que tem tido”.

Mas a coordenadora do Bloco notou que, ao mesmo tempo que é considerado uma instituição de excelência, “segundo o próprio Estado português”, este “teve 40% de corte no seu orçamento”. Foi assim o local escolhido para “chamar a atenção para a importância vital da ciência e de um investimento determinado na ciência” porque serão “os caminhos da ciência que nos vão dar resposta tanto sobre a emergência climática, como os novos desafios da saúde, como todos os desafios do nosso tempo da informação, do conhecimento, daquilo que somos”.

E também o local ideal para acrescentar que se “Portugal precisa muito deste investimento científico” porque “é isto que traz um país desenvolvido e uma economia qualificada”, então precisamos garantir condições nestas instituições.

O Bloco apresentou assim “três condições fundamentais para o desenvolvimento da ciência no nosso país”. Em primeiro lugar, é necessário “um orçamento capaz”. E o Bloco avança mesmo com um número: “achamos que três por cento do PIB, da nossa riqueza deve vir para a ciência”.

Em segundo lugar, diz Catarina Martins, “precisamos que as instituições científicas tenham autonomia e previsibilidade”. Ou seja, “que saibam com o que é que podem contar de uma forma plurianual e com autonomia para os seus orçamentos”.

Em terceiro lugar, mas não menos importante, referiu, “precisamos que os investigadores e cientistas tenham os vínculos laborais a quem têm direito” e não a situação de precariedade decorrente de bolsas e contratos muito curtos.

Os vínculos laborais, para além de um direito, são também importante para fixar os “melhores cientistas” e investigadores. Se continuarem as situações de precariedade o que lhes “estamos a dizer é que não vale a pena investir no nosso país”.

Para além de acabar com a precariedade para “atrair as pessoas para ficarem a estudar e a trabalhar em Portugal” é preciso ainda “termos uma carreira de investigação e de docência no ensino superior em que as pessoas se vejam reconhecidas” e não “uma carreira que está congelada há quase duas décadas”.

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