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Portugal esgota recursos renováveis de 2018

A Zero alerta que terminam neste sábado, 16 de junho, os recursos renováveis de Portugal para 2018. “Se todos vivessem como nós, a partir de amanhã o mundo começaria a usar o cartão de crédito ambiental”, destaca a associação.
Terminam neste sábado, 16 de junho, os recursos renováveis de Portugal para 2018
Terminam neste sábado, 16 de junho, os recursos renováveis de Portugal para 2018

Em comunicado, a Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável atualiza os dados relativos à pegada ecológica, em parceria com a Global Footprint Network, e salienta que com os recursos gastos em Portugal a humanidade precisaria de 2,19 planetas, pelo que neste dia 16 de junho os recursos naturais do ano estariam esgotados e, a partir de amanhã, domingo 17 de junho, era necessário começar a gastar os recursos de 2019.

Em 2017, o uso sustentável de recursos naturais disponíveis para o ano inteiro, o orçamento natural, terminou a 2 de agosto. Esse dia, é normalmente designado de Overshoot Day. 1970 foi o último ano em que a Humanidade conseguiu viver com o seu orçamento natural anual.

“Portugal é, há já muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às atividades desenvolvidas (produção e consumo)”, salienta a Zero, apontando que o nosso défice ecológico aumentou até ao início do século XXI e tem uma tendência decrescente desde então.

O nosso país é o 69º com maior pegada ecológica por pessoa e o 61º na pegada total, que é de 38,4 milhões de hectares globais. No entanto, na União Europeia, Portugal tem a 4ª pegada mais baixa, per capita.

“Os resultados indicam que a biocapacidade por pessoa em Portugal se manteve no período 1961-2014 em 1,27 gha por pessoa. Por outro lado a pegada ecológica média per capita do país passou de 2,33 gha por pessoa em 1961 para 3,69 gha por pessoa em 2014 – um aumento de 58%”, realça a Zero.

As atividades que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal são: “o consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%)”.

“A Contabilização da Pegada Ecológica tornou-se uma medida cada vez mais utilizada para dar relevo ao capital natural e à contabilidade ambiental e é frequentemente implementada em estudos de sustentabilidade para fornecer um primeiro rastreio macroecológico das necessidades metabólicas de uma determinada população, em comparação com a capacidade do ecossistema de fornecer serviços essenciais de suporte à vida”, destaca também a Zero.

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