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Portugal e Angola retomam “relações fraternas de amizade”

Após conversa entre Marcelo Rebelo de Sousa e o presidente de Angola, a tensão diplomática entre os dois países parece chegar ao fim. Catarina Martins vê a decisão “com muita preocupação”, porque “o processo que está em causa inclui a eventual corrupção de magistrados portugueses.”
Catarina Martins, coordenadora do Bloco, vê esta decisão “com muita preocupação”, na medida em que “o processo que está em causa inclui a eventual corrupção de magistrados portugueses”, razão pela qual “é impossível ir a Angola julgar um caso que não tem que ver apenas com um alto responsável político angolano, mas também com responsáveis portugueses e com magistratura”.
Catarina Martins, coordenadora do Bloco, vê esta decisão “com muita preocupação”, na medida em que “o processo que está em causa inclui a eventual corrupção de magistrados portugueses”, razão pela qual “é impossível ir a Angola julgar um caso que não tem que ver apenas com um alto responsável político angolano, mas também com responsáveis portugueses e com magistratura”.

Na manhã desta sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa esteve ao telefone com João Lourenço, presidente angolano, numa conversa que resultou na retoma das mencionadas “relações fraternas e de amizade”.

“Os Presidentes da República de Angola e Portugal falaram esta manhã ao telefone, tendo reiterado as relações fraternas e de amizade entre os dois países, sublinhando a vontade de desenvolver a cooperação a todos os níveis”, lê-se num comunicado divulgado no portal da Presidência da República na Internet.

A relação diplomática entre os dois países passou por um período conturbado aquando do inicío do julgamento da “Operação Fizz”, no qual Manuel Vicente, ex-presidente de Angola, é arguido. Esta quinta-feira, o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu que o angolano deve ser enviado para Angola. Os seus advogados mostraram-se satisfeitos com o facto de o juiz desembargador Cláudio Ximenes dar razão ao recurso da defesa de Manuel Vicente, também ex-presidente da Sonangol, assim como João Lourenço. “Felicitámo-nos pelo feliz desfecho do caso e reiterámos a vontade de seguir em frente com a cooperação entre os nossos dois países”, escreveu o Presidente de Angola na rede social Twitter.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco, vê esta decisão “com muita preocupação”, na medida em que “o processo que está em causa inclui a eventual corrupção de magistrados portugueses”, razão pela qual “é impossível ir a Angola julgar um caso que não tem que ver apenas com um alto responsável político angolano, mas também com responsáveis portugueses e com magistratura”. Neste cenário, teme-se, portanto, “que isto possa fragilizar as condições de ser feita justiça”.

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