Está aqui

“Portugal deveria ter vetado este acordo do Conselho Europeu”

José Manuel Pureza apontou também que "Portugal não deve agora branquear as decisões que foram tomadas, deve acentuar e reforçar a sua política de acolhimento”.
José Manuel Pureza afirmou que “fica provado portanto que sob o pretexto de travar a extrema-direita, os governos europeus aplicam a política da extrema-direita” - Foto de Tiago Petinga/Lusa  (arquivo)
José Manuel Pureza afirmou que “fica provado portanto que sob o pretexto de travar a extrema-direita, os governos europeus aplicam a política da extrema-direita” - Foto de Tiago Petinga/Lusa (arquivo)

O Bloco de Esquerda apontou, nesta sexta-feira, que Portugal “deveria ter votado o acordo do Conselho Europeu”, em declaração à comunicação social do deputado José Manuel Pureza.

"Nós entendemos que Portugal deveria ter vetado este acordo do Conselho Europeu, teria a obrigação de o fazer e a autoridade política e moral para o fazer. Ao não o fazer, vincula Portugal a um acordo que tem na satisfação dos governos de Orbán e de Salvini o seu pagamento mais sórdido", declarou José Manuel Pureza.

O deputado começou por lembrar que este conselho “tinha sido anunciado como cimeira Merkel Macron para o relançamento do euro” e considerou que “foi realmente uma cimeira Salvini Orbán para a aprovação da política da extrema direita para os migrantes”. “A extrema-direita vinha pressionando uma tomada de decisão e teve prémio”, realçou.

“As decisões saídas do Concelho Europeu são, por um lado, o revigoramento do acordo com a Turquia, em segundo lugar a criação de campos de detenção no Norte de África e, em terceiro lugar, a criação de campos de detenção nos próprios estados membros, que se ofereçam para esse efeito”, destacou Pureza, considerando que “fica provado portanto que sob o pretexto de travar a extrema-direita, os governos europeus aplicam a política da extrema-direita”.

José Manuel Pureza defendeu ainda que "Portugal não deve agora branquear as decisões que foram tomadas, deve acentuar e reforçar a sua política de acolhimento seja de candidatos a proteção internacional seja de imigrantes e não deve em nenhuma circunstância aceitar criar campos de detenção no interior do nosso território".

Termos relacionados Migrações, Política
(...)