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Porto com 730 pessoas em situação de sem-abrigo

Em dezembro de 2021, havia 730 pessoas em situação de sem-abrigo na cidade do Porto. “Este é um problema de direitos humanos” afirma o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, Sérgio Aires, que defende “uma estratégia integrada municipal de combate a pobreza” que inclua estas pessoas.
Aumenta o número de pessoas em situação de sem-abrigo no Porto. Fotografia: Jules Verne Times Two/Wiki Commons

Na reunião da Câmara Municipal do Porto decorrida no dia 27 de junho, o executivo apresentou os primeiros dados da “Estratégia Municipal para a Integração das Pessoas em situação de Sem-Abrigo 2020-2023”. 

Segundo os dados até agora apurados, em dezembro de 2021 havia 730 pessoas em situação de sem-abrigo na cidade, sendo que 231 viviam nas ruas e 499 estavam em centros de acolhimento, apartamentos partilhados ou quartos de pensões. 

Em dezembro de 2020, havia 590 pessoas em situação de sem-abrigo no Porto. Regista-se portanto um aumento de 140 pessoas, das quais 39 estão nas ruas e 101 em abrigos. 

Em declarações ao Esquerda.net, o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, Sérgio Aires, defende que seja criada “uma estratégia integrada municipal de combate a pobreza onde as respostas a pessoas em situação de sem-abrigo estejam incluídas”. Esta medida permitiria melhor articular o acompanhamento, pois as áreas de intervenção como saúde ou emprego “ganhariam muito em sinergias de serviços e respostas sociais se fossem integradas para todas as pessoas”.  

Sérgio Aires lamenta que o executivo não aposte no “Housing First” e assinala o “défice de técnicos” para acompanhar todos as pessoas, bem como a falta de educadores de pares. 

Relativamente ao relatório apresentado, o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda faz notar que, por diversas vezes se refere que as pessoas foram “encaminhadas para respostas adequadas” mas desconhece-se quais foram essas respostas, bem como o acompanhamento das mesmas. 

Por fim, Sérgio Aires faz notar que o relatório apresentado refere que “o aumento das respostas gera o aumento do fenómeno”, dando assim a entender que haveria um aumento de pessoas em condição de sem-abrigo por existirem mais respostas no Porto, afirmação que Sérgio Aires considera “muito infeliz”, acrescentando tratar-se de “um problema de direitos humanos, de combate à pobreza e é nisso que temos que nos concentrar”. 

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