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Porto: Bloco celebra 50 anos do Maio de 68

No próximo fim de semana, 19 e 20 de maio, o Bloco de Esquerda celebra o Maio de 68 no Porto com a iniciativa “50 anos do Maio de 68: Exigir o Impossível”, que cruza debate e cinema, música e imaginação.

Nos 50 anos que passam da revolta que paralisou a França e abalou o mundo, o Bloco celebra a história e reivindica a herança do Maio de 68. Durante dois dias, no Porto, cruzam-se debate e cinema, música e imaginação.

Sob os signos da rebeldia e da imaginação, a iniciativa começa no dia 19, pelas 18h no Círculo Católico Dos Operários Do Porto (CCOP), com um concerto de David Bruno (bD), autor de “O Último Tango em Mafamude”, álbum lançado no início do ano que navega entre o hip-hop, a música romântica, o kitsch e a nostalgia. Pelas 19h, terá lugar a projeção e debate “pode o vídeo-ativismo mudar o mundo?”, dinamizado pela vídeo-ativista Adriana Melo, com a exibição de diversos exemplos nacionais e internacionais desta forma de intervenção e ativismo. Segue-se um Jantar das Barricadas (inscrições aqui) e o concerto final de Ivo Pinho e Iury Matias, uma confluência da música popular brasileira e instrumental portuguesa.

 

Dia 20 começa com o regresso do Bloco ao Cinema Trindade, onde teve lugar a primeira edição do Desobedoc. Pelas 15h, Catarina Martins abre a tarde de cinema dedicada às heranças do Maio de 68. Logo em seguida, Tatiana Moutinho e Hugo Monteiro apresentam duas curtas de Carole Roussopoulos; Genet parle d’Angela Davis (1970, 7min30), um curto registo do escritor Jean Genet captado aquando do decreto de prisão da ativista e pensadora Angela Davis; e Le FAHR (1971, 26min), que mostra a participação da Frente Homossexual de Acção Revolucionária (FHAR) na manifestação do 1º de Maio de 1971. Seguem-se mais duas curtas da ativista feminista e realizadora francesa, o  SCUM Manifesto (co-dirigido por Delphine Seyrig, 1976, 27 min), baseado no manifesto feminista radical de Valérie Solanas publicado em 1967, e Les Prostituées de Lyon Parlent ( 1975, 46 min), sobre a ocupação da igreja de Saint-Nizier por 200 trabalhadoras do sexo em junho de 1975, com apresentações a cargo de Sara Azul e da professora Alexandra Oliveira.

A tarde de cinema continua às 18h com Morrer aos 30 anos, de Romain Goupil (1982, 129 min), um retrato das esperanças e desilusões pessoais e coletivas da esquerda radical francesa, com apresentação do encenador Gonçalo Amorim e de Milice Ribeiro, que viveu os acontecimentos de maio em Paris . No encerramento, o novo filme do realizador brasileiro João Moreira Sales,  No intenso agora  (2017, 127 min), um filme-ensaio sobre os alucinantes dias de ferro e fogo de paris, apresentado por José Soeiro e Regina Guimarães.   

A entrada é livre.

PROGRAMA

DIA 19, SÁBADO, CCOP -

(R. do Duque de Loulé 202)

18h - Abertura de portas

18:15: Concerto: David Bruno (dB)

19h: Projeções e debate: Pode o video-ativismo mudar o mundo?

Apresentação: Adriana Melo

21h: Jantar das Barricadas (inscrições aqui)

22:30h: Concerto: Ivo Pinho + Iury Matias

Dia 20, domingo, Cinema Trindade

(Rua do Almada, 412)

15h :Abertura de tarde de cinema com CATARINA MARTINS

Curtas de Carole Roussopoulos

- Genet parle d’Angela Davis (1970, 7min30)

- Le FHAR ( 1971, 26min)

Apresentação: Tatiana Moutinho e Hugo Monteiro

- SCUM Manifesto (co directed by Delphine Seyrig, 1976, 27min)

- Les Prostituées deLyon Parlent ( 1975, 46 min)

Apresentação: Alexandra Oliveira e Sara Azul

18h: Morrer aos 30 anos, de Romain Goupil (1982, 129 min)

Apresentação: Gonçalo Amorim e Milice Ribeiro

21:30: No intenso agora, de João Moreira Sales (2017, 127 min)

Apresentação: José Soeiro e Regina Guimarães

Ver cartaz/programa e evento de facebook

 

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