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Porto, Algarve e Caldas da Rainha: mais marchas do orgulho este fim de semana

Depois do sucesso das marchas do orgulho LGBTI+ já realizadas, sábado e domingo acontecem mais três. Nas Caldas da Rainha será a primeira vez. E o calendário vai continuar mesmo depois do fim do mês do orgulho.
Marcha do Orgulho LGBTI+. Foto de Ana Mendes.
Marcha do Orgulho LGBTI+. Foto de Ana Mendes.

No Porto e no Algarve, a marcha do orgulho LGBTI+ vai acontecer este sábado. Nas Caldas da Rainha, onde é a primeira vez que se realiza, será no domingo. Estas marchas juntam-se ao calendário mais preenchido de sempre do mês do orgulho em Portugal. E não o terminam com eventos que vão decorrer até outubro.

No caso do Porto, há 17 anos que se marcha pelos direitos LGBTI+. Este ano, o evento começa às 15 horas na Praça da República. “Contra a Opressão, Orgulho é Revolução” é uma das mensagens que se quer fazer passar. A organização esclarece que se trata de uma “manifestação de natureza interassociativa, comunitária, voluntária e não comercial” que visa “celebrar a diversidade das pessoas com diferentes orientações sexuais, identidades e expressões de género, características sexuais, modalidades relacionais, diversidade de práticas sexuais e diversidade funcional, com orgulho pela sua capacidade de resistência e de luta pelos seus direitos” mas também “dar maior visibilidade às suas reivindicações”. No final da marcha, no Largo do Amor de Perdição, vai acontecer o Arraial mais orgulho.

No Algarve, o ponto de encontro é em Faro, na Praceta do Infante, junto à Escola Secundária João de Deus, também às 15 horas, e vai-se desfilar até à Doca de Faro, onde às 18 horas haverá animação e concertos. Este evento “contra o preconceito”, o terceiro na região, foi marcado pela delegação do Algarve da Associação para o Planeamento da Família e conta com o apoio de diversas outras instituições.

No domingo, é a vez das Caldas da Rainha se estrearem nos Prides com um percurso que começa às 16.30 no skatepark e vai até à Praça da Fruta. O Caldas em Marcha assina um manifesto em que diz querer celebrar “as nossas vidas, as nossas formas de existência e resistência” e fazer do orgulho “um protesto pelos direitos e condições de vida que permitem vidas dignas e seguras: condições que ainda não temos, e vidas que reivindicamos. As nossas existências, tantas vezes ignoradas, rejeitadas, estigmatizadas, patologizadas, aqui não o serão”.

O calendário de mobilizações não se vai ficar por aqui. A 2 de julho marcam-se os dez anos do primeiro Pride nos Açores, às 17 horas em Ponta Delgada, sob o lema “Sete Cidades, sete cores, sete passos para o arco-íris”. No mesmo dia, em Guimarães, o ponto de encontro é na Plataforma das Artes às 15 horas com o mote “Guimarães conquistando direitos”.

Uma semana a seguir, no dia 9, em Barcelos acontece a 3ª marcha na cidade às 15 horas. No dia a seguir, à mesma hora no Parque da Ponte, acontece a 10ª marcha de Braga com o lema “não ficou tudo bem”.

Mais longe do mês do orgulho mas com a mesma intenção, Famalicão vai assistir também ela à primeira marcha a 10 de setembro, na Praça Dona Maria II. E depois, a 17, é a vez de Esposende, outra estreia, onde a convocatória é para as horas na Avenida Engenheiro Eduardo Arantes e Oliveira. Ainda em setembro, a 24 acontece a terceira marcha de Santarém e a 25 a segunda de Leiria.

Em outubro, mais três marchas: Vizela no dia 1, no Jardim Manuel Faria; Funchal no dia 8, no Jardim Municipal; Viseu no dia 9.

Centenas marcharam pelos direitos LGBTQIA+ nas ruas de Bragança

Decorreu no passado domingo, 19 de junho, a terceira marcha pelos direitos LGBTQIA+ – Bragança, pela “oportunidade de celebrar o reconhecimento dos direitos fundamentais da comunidade. Nunca esquecendo o longo caminho já percorrido, é inquestionável que ainda há muito a fazer.”

A marcha foi organizada pela comissão organizadora da marcha LGBTQIA+ Bragança, partiu do Forte São João de Deus, onde se concentraram, junto ao edifício da Câmara Municipal, cerca de uma centena e meia de ativistas.

 Foto de Tatiana Pinto / Interior do Avesso

A marcha percorreu as ruas da cidade brigantina, terminando na Praça da Sé onde houve intervenções das várias organizações subscritoras do manifesto que propunha à autarquia local hastear a bandeira LGBTQIA+ no edifício da Câmara Municipal no dia do internacional do orgulho LGBTQIA+ e implementar o plano municipal LGBTQIA+.

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