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“Populações contam connosco para a coesão do concelho de Sesimbra”

António Marques, candidato à Câmara Municipal de Sesimbra, denunciou o estagnamento a que o executivo camarário tem condenado o concelho e garantiu que lutará para que “os sonhos para esta terra sejam uma realidade”.
António Marques, candidato à Câmara Municipal. Foto Esquerda.net

Este domingo, o Parque da Vila, na Quinta do Conde, foi palco para a apresentação da candidatura autárquica do Bloco no concelho de Sesimbra. A iniciativa contou com as intervenções de Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, António Marques, candidato à Câmara Municipal, Carlos Macedo, candidato à Assembleia Municipal, e Teófila de Matos, candidata à Junta de Freguesia da Quinta do Conde.

António Marques realçou a importância do associativismo na Quinta do Conde, que tem funcionado como um verdadeiro “motor de desenvolvimento” e lamentou que a Câmara não tenha o mesmo entendimento.

De acordo com o candidato, o executivo camarário tem condenado o concelho ao estagnamento. Pelo contrário, o Bloco bate-se por um desenvolvimento sustentável, e para que “os sonhos para esta terra sejam uma realidade”.

Denunciando a “usurpação constante do imobiliário”, António Marques defendeu que a vila de Sesimbra “tem de ser dignificada” e têm de ser consideradas “novas vertentes para o desenvolvimento da vila que possam fixar a população”.

O candidato sublinhou, por outro lado, que as populações contam com a candidatura “para a coesão do concelho de Sesimbra”. António Marques deu o exemplo da freguesia do Castelo, que tem uma “identidade mais forte e agregadora do concelho”, ocupando uma “centralidade importante para Sesimbra”.

“PCP, PS, PSD e CDS formaram o partido da Câmara”

Carlos Macedo afirmou que “o concelho de Sesimbra, como outros por todo o país, é um bom exemplo do alisamento do pensamento ou daquilo que eu gostaria de chamar de uma centralidade conveniente”.

“PCP, PS, PSD e CDS formaram o partido da Câmara, onde quase tudo se aprova por unanimidade, onde não existe sentido crítico, nem diferentes linhas de orientação”, acrescentou.

O candidato enfatizou ainda que, “infelizmente para todos nós, esta é uma equipa que dá há muito sinais de cansaço, de impreparação, de prepotência, arrogância e falta de preocupação com os reais problemas do concelho e dos seus habitantes”.

Para Carlos Macedo, “é preciso mudar, não para deixar tudo na mesma”, mas para dar lugar a “quem for capaz de construir um futuro melhor”. E é isso que o Bloco propõe: romper a 2malha de interesses” e “tirar o concelho do marasmo”. “É preciso cortar de forma definitiva com o formato gasto do poder autárquico”, enfatizou o candidato, avançando que “os cargos públicos de eleição não podem ser meios de promoção profissional dentro das autarquias”.

Carlos Macedo, candidato à Assembleia Municipal. Foto Esquerda.net

“Toda a população deve ter acesso a cuidados de saúde personalizados”

Teófila Matos, médica de família e candidata à Junta de Freguesia da Quinta do Conde, lembrou que, atualmente, existem na Quinta do Conde 12.948 habitantes sem médico de família, o equivalente a, sensivelmente, 50% da população.

“Até à data nenhum candidato demonstrou interesse na área da saúde”, lamentou a candidata. “Como médica de família, sei a importância e urgência na criação de uma estrutura de saúde multidisciplinar que abranja cuidados de saúde, fisioterapia, cuidados continuados, saúde e higiene oral, psicologia e técnico de exercício físico para auxiliar na prevenção e tratamento da doença”, continuou.

Teófila Matos defendeu que “toda a população deve ter acesso a cuidados de saúde personalizados”, comprometendo-se a “lutar por um modelo de cuidados de saúde primários que vise, mais que o seu tratamento, a prevenção da doença”.

Catarina Martins e Teófila matos. Foto Esquerda.net

“Começar pela habitação é resolver problemas, de direitos e de sustentabilidade”

Catarina Martins voltou a frisar que a habitação pública é um instrumento fundamental para regular o mercado. E alertou que executar todo o orçamento disponível com fundos europeus colocando as verbas na mão dos negócios imobiliários não vai resolver os problemas.

Nesse sentido, defendeu que a prioridade deve assentar na criação de um parque habitacional público, que seja da responsabilidade municipal e nacional.

Lembrando as “assimetrias brutais” existentes no país, Catarina Martins afirmou que “começar pela habitação é resolver problemas, de direitos e de sustentabilidade”.

Durante a sua intervenção, a coordenadora nacional do Bloco destacou ainda a necessidade de responder à crise climática, de apostar nos transportes públicos, e de apostar na transparência, “que dá saúde à democracia”, permitindo que as pessoas percebam como as decisões são tomadas e como é que o dinheiro de todos é gasto.

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