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Política de prémios da TAP é “injustificada, imoral e inaceitável”

A transportadora aérea nacional pagou prémios de 1,171 milhões de euros depois de um ano em que registou um prejuízo de 118 milhões de euros. O deputado bloquista Heitor de Sousa defende que este é o resultado da gestão continuar a ser privada.
Avião da TAP. Foto de Manuel de Almeida, Lusa.

"A nossa opinião é que a política de prémios de mais de um milhão de euros numa empresa que é maioritariamente pública e que apresenta um prejuízo de mais de 100 milhões de euros é completamente injustificado, imoral e inaceitável", frisou Heitor de Sousa, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

O deputado recordou que, "quando o Estado assumiu o controlo maioritário acionista da empresa, mas afirmou claramente que a gestão seria privada e continuaria a ser privada", o Bloco alertou que "isso iria dar mau resultado", porque esta é a consequência da gestão privada.

"São decisões inaceitáveis que tudo fazem para impedir que o controlo público da empresa se possa exercer plenamente quando o controlo maioritário acionista é do Estado", defendeu.

De acordo com Heitor de Sousa, o Governo deveria "procurar corrigir imediatamente este padrão de gestão privada que um acionista tem na empresa e procurar condicionar a gestão da empresa de acordo com os objetivos de serviço público e do interesse público".

Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação já veio assumir que a atribuição de prémios de 1 milhão de euros "constitui uma quebra da relação de confiança entre a Comissão Executiva e o maior acionista da TAP, o Estado português".

Já o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho justificou a decisão.

"O ano de 2018 foi difícil para a TAP quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro. Um ano que nos permitiu continuar a criar raízes para que o plano estratégico possa ser implementado como previsto", afirmou o ex-deputado do PSD e, durante anos, trabalhador dos quadros do Banco Espírito Santo (BES).

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