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Polícia atacou piquete de greve na Amazon espanhola

Os trabalhadores do centro logístico da multinacional nos arredores de Madrid contestam a recusa de negociação do acordo coletivo por parte da Amazon. Polícia de choque carregou na terça-feira contra o piquete de greve.
Grevista ferido e detido na greve da Amazon em Madrid. Foto CGT

A greve de três dias convocada pelas Comisiones Obreras e CGT viu reforçada a adesão a partir de terça-feira à tarde, quando a polícia carregou sobre o piquete à porta do centro logístico de San Fernando de Henares, disseram representantes sindicais ao portal Público.es.

Os elementos do piquete de greve acusam a polícia de ter empurrado uma rapariga menor de idade por ter saído do passeio  onde se encontrava o piquete. Vários elementos recriminaram os agentes e seguiram-se as agressões policiais que  deixaram um trabalhador ferido, que foi detido juntamente com outro. A polícia diz que não existiu nenhuma carga policial, mas que agiu em resposta a agressões a agentes.

A greve neste centro logístico da Amazon exige a reabertura das negociações do acordo coletivo de trabalho. A multinacional recusa-se a renegociar o acordo que expirou há poucos meses e pretende aplicar o acordo provincial de transporte e logística, o que corresponde à eliminação de direitos e à criação de uma dupla escala salarial entre os novos e antigos trabalhadores.

A adesão à greve tem mantido níveis em torno dos 80%, diz a CGT, sindicato maioritário. A paralisação foi marcada para os dias de maior volume de vendas da empresa, com os descontos do "Amazon Prime Day". Para contrariar o efeito da greve, afirmam os sindicatos, a administração contratou mão de obra a empresas de trabalho temporário e desviou as encomendas para outros centros logísticos.

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