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Plano Estratégico da PAC: “Proposta do Governo não é a que o país precisa”

A ministra da Agricultura foi ao Parlamento para esclarecer o Plano Estratégico da PAC, a requerimento do Bloco. O deputado Ricardo Vicente afirmou que a proposta “ignora as necessidades da maioria dos agricultores e produtores florestais, dos territórios rurais e das pessoas que lá vivem”.
Imagem extraída de leiria.bloco.org
Imagem extraída de leiria.bloco.org

Na passada terça-feira, 23 de novembro, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, foi à Assembleia da República para esclarecer o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, a requerimento do Bloco de Esquerda.

Na sua intervenção, o deputado bloquista Ricardo Vicente considerou que a proposta governamental “não é o plano estratégico que o país precisa”, nem é “sequer um plano estratégico” e afirmou criticamente: “A proposta do Governo é um documento que responde às suas clientelas, mas ignora as necessidades da maioria dos agricultores e produtores florestais, dos territórios rurais e das pessoas que lá vivem”. (a intervenção de Ricardo Vicente pode ser lida na íntegra aqui ou acedida no vídeo que está no fim da notícia)

Segundo o deputado, a proposta do Governo é “uma coletânea de peças avulsas, sem coerência e sem visão de conjunto”, não tem relação entre medidas propostas, diagnóstico e estratégia a seguir, não tem avaliação de sucessos e insucessos do quadro interior e, mais grave, isto acontece quando as nessidades atuais são distintas, nomeadamente devido à urgência climática.

Ricardo Vicente acusou a ministra de não conhecer a realidade agrícola e florestal, de usar “chavões de sustentabilidade, de resposta às alterações climáticas e à coesão territorial”, mas “depois entrega o dinheiro aos mesmos de sempre e distribui umas migalhas aos pobres”. “Enquanto metade dos agricultores não recebem um cêntimo, há 2% dos beneficiários que ficam com um terço dos subsídios. É para estes 2% que a senhora governa com esta proposta”, frisou o deputado, que apontou ainda vários exemplos que fundamentam as suas críticas.

 

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