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"Plano B" discutirá Europa onde "os cidadãos não são tidos nem achados”

O encontro deste fim de semana em Lisboa fará “a avaliação do ponto de situação da Europa” que prossegue a mesma receita que tem agravado a crise política e social, afirma Luís Fazenda.
Angela Merkel e Emmanuel Macron prosseguem a mesma receita que já provou dar mau resultado para a Europa. Foto União Europeia ©

O dirigente bloquista Luís Fazenda será um dos anfitriões da cimeira do Plano B para a Europa, que se realiza na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa este sábado e domingo.

Em declarações ao Diário de Notícias, Fazenda recordou a origem de uma iniciativa criada para "encontrar soluções políticas e técnicas" que dêem corpo a uma alternativa de esquerda na União Europeia, após a chantagem à Grécia e à capitulação do governo de Atenas.

"O que se impõe é que, tendo como fonte vários partidos da esquerda europeia, possamos fazer uma avaliação do ponto da situação da Europa" numa altura em que "os cidadãos não são tidos nem achados, são vagamente consultados em eleições nacionais onde se formam governos que praticamente não têm autonomia”.

Luís Fazenda destaca a nova direção da política europeia formada pela chanceler alemã e o presidente francês: “Agora temos o ‘Mekron’”, que não é mais do que uma nova ”fusão do pensamento alemão e francês, que a nosso ver (e vamos aprofundar esse debate) prosseguem a mesma receita anterior, prevendo-se que os resultados venham ainda a ser piores do que até agora".

A perda de democracia na Europa é uma das consequências mais evidentes do atual modelo, destaca o dirigente do Bloco. "Macron e Merkel insistem na centralização e num orçamento controlado a partir da entente do diretório" e ainda pensam "subtrair competências aos parlamentos nacionais, o que aumenta a uniformização e a padronização dos processos de decisão da União Europeia, mas afasta cada vez mais as decisões dos cidadãos”, concluiu Luís Fazenda.

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