Petrolífera paga indemnização milionária por desastre ambiental no Golfo do México

03 de setembro 2014 - 12:53

A Halliburton vai pagar uma indemnização de 1,1 mil milhões de dólares pelo derramamento de petróleo no Golfo do México em abril de 2010, o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos da América.

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O acidente chegou a provocar o derrame entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo por dia. Foto: Wikicommons

O grupo petrolífero norte-americano Halliburton concordou na terça-feira em pagar 1,1 mil milhões de dólares para pôr fim a uma ação judicial coletiva relacionada com danos causados pelo maior derramamento de petróleo no mar da história dos Estados Unidos, que aconteceu no Golfo do México, em abril de 2010.

Apesar de o acordo desta terça não resolver todos os processos estaduais movidos contra a Halliburton, o dinheiro deve ser destinado à indústria de pesca local e para ressarcir as vítimas do desastre, aponta a agência de notícias AFP.

Na ocasião, a Halliburton havia construído um cofre do poço Macondo, pertencente à petrolífera britânica British Petroleum (BP), cuja explosão causou o derramamento. Como a BP era proprietária do poço, a Halliburton, na altura, culpou as decisões do grupo britânico pelo incidente.

A história do desastre

O acidente aconteceu no dia 20 de abril, quando a plataforma “Deepwater Horizon”, controlada pela BP a 240 quilómetros a sudeste de Nova Orleãs, explodiu. Quatro dias depois naufragou, provocando um intenso derramamento de petróleo e a morte de 11 pessoas.

Inicialmente, estimava-se que mil barris de petróleo vazavam por dia. No entanto, uma semana depois, a Guarda Costeira norte-americana alertou que o vazamento de petróleo no poço submarino era cinco vezes superior ao anteriormente estimado.

Perante os novos dados, foram feitas tentativas imediatas para fechar os focos de derramamento no oleoduto ligado à plataforma, mas todas fracassaram, o que levou o governador da Flórida, Charlie Crist, a decretar estado de emergência nas regiões de Escambia, Santa Rosa, Okaloosa, Walton, Bay, Gulf e Louisiana.

O acidente chegou a provocar o derrame entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo por dia. No início do vazamento, a empresa BP chegou a recrutar prisioneiros para executar os trabalhos de limpeza, invés de pessoal com qualificação especializada.

A ONG Mother Nature Network, que monitoriza a fauna no Golfo do México, divulgou que dez espécies nativas da área já estavam ameaçadas de extinção.

Entre elas, a baleia cachalote, o peixe-boi do Golfo (mamíferos), o peixe-serra, o atum-rabilho, o esturjão do Golfo (peixes), o pelicano-pardo e a batuíra-melodiosa (pássaros), além de corais-pétreos e tartarugas marinhas. Além destas, outras 600 espécies deveriam sofrer redução do número de indivíduos, segundo a ONG.

esquerda.net com Opera Mundi.