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Petróleo: ambientalistas reclamam respeito pelas consultas públicas

O Ministério do Ambiente diz que a avaliação do impacte ambiental à prospeção de petróleo depende da consulta pública a realizar. Ambientalistas desconfiam do resultado.
Nem um furo
Manifestação "Salvar o Clima, Parar o Petróleo" em Lisboa. Foto Ricardo Gouveia

Citada pelo Expresso, a Agência Portuguesa do Ambiente afirma que a Avaliação de Impacte Ambiental ao furo de pesquisa de petróleo do consórcio Eni/Galp ao largo de Aljezur só terá lugar se a consulta pública o decidir.

A prospeção de petróleo na costa vicentina conta com a oposição de ambientalistas e autarcas, da Região de Turismo do Algarve e de dezenas de associações locais. E foi chumbada rotundamente nas duas consultas públicas, à população e às autarquias, realizadas até ao momento. Apesar disso, o governo prorrogou em janeiro por mais o ano o contrato de concessão.

“Ao submeter a realização de avaliação de impacto ambiental a consulta pública, o Governo continua a arrastar uma novela que já devia ter terminado com uma decisão política clara: cancelamento das concessões”, reagiu o deputado bloquista Jorge Costa nas redes sociais.

Para Rosa Guedes, da Plataforma Algarve Livre de Petróleo, a questão é “o que vão fazer com esta consulta pública, tendo em conta que não tiveram respeito nenhum pelas outras duas - a que teve 40 mil posições contra a licença de utilização do espaço marítimo e a feita aos autarcas a propósito do prolongamento do prazo para a realização do furo?”.

Pela Associação Zero, o ambientalista Francisco Ferreira partilhou a mesma preocupação ao Expresso: “Esperemos que não aconteça o que aconteceu na consulta pública deste projeto na fase de atribuição do título de utilização do espaço marítimo, em que mais de 40 mil posições não serviram para nada”. E acrescenta esperar que “agora o Ministério do Ambiente venha a ter a sensibilidade que o Ministério do Mar não teve”.

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