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Petição contra Museu Salazar mais do que duplica assinaturas em três dias

São nesta altura mais de 14000 as assinaturas contra a construção de um Museu Salazar. A petição online partiu de um grupo de “conhecedores do que foi a ditadura do Estado Novo” que decidiram manifestar “o mais veemente repúdio” por esta iniciativa da Câmara de Santa Comba Dão.
Jazigo dos mortos no Campo de Concentração do Tarrafal, Cemitério do Alto de São João.
Jazigo dos mortos no Campo de Concentração do Tarrafal, Cemitério do Alto de São João. Foto de Rick Morais. Wikimedia Commons.

Alguns conheceram na primeira pessoa o que foi a repressão do Estado Novo. Os mais novos, mesmo não tendo experienciado a violência do regime, partilham as preocupações dos primeiros.

Albano Nunes, Alda de Sousa, António Avelãs Nunes, António Regala, António Taborda, Carvalho da Silva, Francisco Fanhais, Joana Lopes, José Barata Moura, José Sucena, Levy Baptista, Margarida Tengarrinha, Maria do Rosário Gama, Maria Teresa Horta, Miguel Cardina, Pedro Adão e Silva, Raimundo Narciso e Rui Namorado lançaram a iniciativa a que muitos se estão a juntar.

A petição foi lançada a 16 de agosto. Em menos de uma semana mais de 14 mil pessoas subscreveram-na.

Os subscritores juntam desta forma a sua voz à carta enviada ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da Assembleia da República por 204 antigos presos políticos a 12 de agosto. Acreditam que “a concretização de um tal projecto” não só não vai “esclarecer a população e sobretudo as jovens gerações” sobre o que foi a ditadura como ainda “se prefigura como um instrumento ao serviço do branqueamento do regime fascista (1926 - 1974) e um centro de romagem para os saudosistas do regime derrubado com o 25 de Abril”.

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