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Peritos mantêm missão na Síria

A Organização para a Proibição de Armas Químicas afirmou que irá manter a missão para investigar alegado ataque químico na Síria, apesar dos ataques desta madrugada.
Peritos mantêm missão na Síria

Em comunicado, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) afirma que irá manter o inquérito ao alegado ataque de armas químicas, com início previsto para hoje, apesar do ataque conjunto desta madrugada dos E.U.A, França e Reino Unido contra a Síria.

A OPAQ acrescentou que a sua intervenção visa perceber “os factos relativos às alegações de uso de armas químicas a Douma”.

Segundo a agência Lusa, os peritos da OPAQ têm previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, que a 7 de abril provocou mais de 40 mortos e 500 feridos. A missão recebeu um convite do Governo sírio, sob pressão da comunidade internacional, que nega a autoria do ataque.

Segundo o Pentágono, a ofensiva militar desta madrugada foi composta por três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas. 

Donald Trump justificou o ataque como uma resposta à “ação monstruosa” realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”.

A Rússia irá pedir uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU após os ataques ocidentais contra alvos na Síria.

O Bloco de Esquerda, em comunicado divulgado esta manhã, condena o ataque afirmando que este "constitui uma grosseira violação do Direito Internacional e dos esforços para a paz do Congresso de Sochi".

"O uso de armas químicas é absolutamente inaceitável e deve ser investigado. Este ataque não resulta de nenhum apuramento real e foi feito à margem das Nações Unidas. Faz parte da escalada de militarismo internacional que vem opondo os EUA e a NATO a outras potências e de que Portugal se deve distanciar claramente", lê-se no documento. O Bloco de Esquerda apela igualmente "à resolução pacífica do conflito sírio no quadro do Direito Internacional, garantindo aos povos da Síria a escolha livre e democrática sobre o seu futuro".

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