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PCF: salários em atraso e ameaça de despedimento para mais de 400 trabalhadores

A fábrica da Produção de Calçado de Felgueiras comunicou aos cerca de 420 trabalhadores que vai encerrar as instalações e iniciar o processo de insolvência.
Além da ameaça de despedimento, a empresa não pagou ainda os salários de fevereiro.
Além da ameaça de despedimento, a empresa não pagou ainda os salários de fevereiro. Foto via despedimentos.pt

A administração da PCF – Produção de Calçado de Felgueiras, indústria do calçado conhecida como “Fábrica dos Alemães”, comunicou aos cerca de 420 trabalhadores e trabalhadoras que vai encerrar as instalações e iniciar o processo de insolvência. Na carta enviada aos funcionários, a decisão é justificada com as dificuldades resultantes dos efeitos da pandemia, nomedamente devido à degradação da situação financeira do grupo que detém a PCF, noticia o despedimentos.pt

Além da ameaça de despedimento, a empresa não pagou ainda os salários de fevereiro. Esta situação ocorre depois da empresa ter recorrido ao “lay off simplificado” ao longo dos últimos meses, ou seja, após ter beneficiado do apoio público para a manutenção da atividade e dos postos de trabalho.

Esta decisão surge após a insolvência e posterior venda da empresa que detém a PCF, que é simultaneamente a sua principal cliente e fornecedora, a germânica Peter Kaiser Schuhfabrik. Apesar do encerramento da fábrica na Alemanha, com a compra da empresa-mãe do grupo pelo seu anterior diretor geral e outros investidores, chegou a ser noticiada a hipótese da produção ser transferida para a unidade de Felgueiras. No entanto, a empresa parece agora decidida em avançar para a insolvência e o encerramento da fábrica, colocando mais de quatro centenas de pessoas sem emprego.

Um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto, que está a acompanhar a situação, afirmou, em declarações ao Jornal de Notícias, que “os trabalhadores estão a receber as notificações, mas não houve ainda pedido oficial de insolvência”.

O Bloco de Esquerda já questinou o Governo sobre a situação na PCF, alertando para “o grande impacto social e económico na região” que resulta do encerramento desta unidade e as consequências imediatas para cerca de 420 trabalhadores e trabalhadoras. Na missiva dirigida ao Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, o Bloco questiona sobre a existência de ações inspetivas pela Autoridade para as Condições do Trabalho e apela à atuação do Governo para que seja encontrada uma solução que mantenha os postos de trabalho.

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