"Paulo Portas fala de indicadores positivos enquanto prepara o corte das pensões"

20 de setembro 2013 - 15:47

Num dia dedicado à campanha no distrito de Aveiro, a coordenadora bloquista afirmou que as palavras de Paulo Portas "não passam no teste da realidade", já que todos os pensionistas vão ficar a perder com o próximo Orçamento de Estado.

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Catarina Martins diz que o único indicador positivo são as eleições de dia 29 em que cada voto conta para derrotar o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas.

“Bem pode Paulo Portas vir dizer que há indicadores positivos na economia, mas qualquer pessoa que anda na rua sabe que isso não passa o teste da realidade", afirmou Catarina Martins durante a visita à Feira dos 20 em Santa Maria da Feira. Referindo-se às declarações de Paulo Portas, eleito por aquele distrito, em que o vice-primeiro-ministro garantia que "já saímos do fundo e estamos a começar a subir a escada", Catarina Martins lembrou que a realidade mostra que "a verdade é que há cada vez menos emprego, os postos de trabalho destruídos pela política da direita são cada vez maiores, os salários são cada vez mais curtos e há cortes nas pensões. Ou seja, a economia está pior". 

"Sob o teste da realidade, não há cinismo eleitoral que possa resistir. Aquilo que vemos é um país que está pior e uma direita que num discurso de sombras, tenta falar de uma coisa ao mesmo tempo que faz outra", acrescentou a coordenadora do Bloco nesta visita que contou também com a presença do líder parlamentar Pedro Filipe Soares e pelo candidato à Câmara de Santa Maria da Feira, António Torres. 

Sobre o anunciado corte nas pensões, Catarina Martins afirmou que "agora dizem que se calhar não é a TSU dos pensionistas e terá outro nome. Mas podem dar os nomes que quiserem ao corte das pensões, que o que nós sabemos é que todos os pensionistas ficarão pior com o próximo Orçamento de Estado". 

"Não há nenhum indicador positivo. O que há de positivo são as eleições de dia 29 em que todas as pessoas têm o mesmo poder: o poder do seu voto para derrotar o Governo e construir uma alternativa", concluiu a coordenadora bloquista, que na sexta à noite participa num comício no Teatro Aveirense.