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Parlamento grego aprova readmissão de funcionários públicos

O Syriza cumpre mais uma promessa. O parlamento grego aprovou a proposta do governo "Democratização da Administração, luta contra a burocracia e correção das injustiças", com 157 votos a favor.
O parlamento grego aprovou a proposta do governo "Democratização da Administração, luta contra a burocracia e correção das injustiças", com 157 votos a favor

A proposta visa "corrigir as injustiças" na função pública e prevê a reintegração de funcionários despedidos devido às políticas de austeridade, impostas pela troika (CE, BCE, FMI) e pelos governos de aliança entre a direita da Nova Democracia e o Pasok.

A proposta prevê a reintegração imediata de cerca de 4.000 funcionários públicos. O ministro da Reforma Administrativa, Georges Katrougalos afirmou: “O projeto de lei está longe das lógicas neoliberais (...) é um primeiro sinal de mudança que tem um carácter social”.

O antigo ministro do governo de direita da Nova Democracia e do Pasok, Kyriakos Mitsotakis, disse que o governo do Syriza quer aumentar o número de funcionários públicos.

O projeto prevê a readmissão dos polícias municipais, guardas de escolas, trabalhadores das autarquias e professores do ensino técnico, afastados e depois despedidos, sem que tivesse ocorrido o prometido processo de avaliação. No total, o governo prevê readmitir entre 11 mil e 15 mil funcionários em 2015.

O debate no parlamento foi acalorado e terminou com os deputados do PASOK e da Nova Democracia a abandonarem a sala. A oposição voltou a acusar o ministro Katrougalos de conflito de interesses por ter representado, quando era advogado, vários funcionários públicos que recorreram à justiça para impugnar o seu despedimento.

Entra os funcionários públicos readmitidos estão as empregadas da limpeza do Ministério das Finanças grego que protagonizaram uma luta exemplar ao longo de mais de um ano à porta do ministério, tornando-se um dos símbolos da resistência grega às medidas de austeridade da troika.

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