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Parlamento Europeu dá luz verde a financiamento massivo da indústria de armamento

A Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), grupo em que o Bloco de Esquerda se integra, critica voto do Parlamento Europeu a favor de uma maior militarização da União Europeia e do aumento do investimento em equipamentos militares.
Grupo da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica opõe-se à militarização da União Europeia. Foto de Olivier Hansen, GUE/NGL, julho de 2017.

Esta terça-feira, o Parlamento Europeu pronunciou-se sobre a proposta de regulamento que institui o Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa (EDIDP).

A finalidade do regulamento, que é parte integrante do Fundo Europeu de Defesa, é estabelecer um programa que visa apoiar a competitividade e a capacidade de inovação da indústria de defesa da União, prevendo, para o efeito, um orçamento de 500 milhões de euros para 2019-2020. A Comissão Europeia propõe ainda que os projetos do sistema de Cooperação Estruturada Permanente de Defesa (Pesco) possam beneficiar de uma maior percentagem de cofinanciamento.

Uma maior militarização da União Europeia

De acordo com o GUE/NGL, pôr em prática o EDIDP significa utilizar o dinheiro público para recompensar a indústria e os fabricantes de armas.

“Esta proposta é um programa de subsídio massivo para as empresas europeias de armas, que avançará ainda mais para a militarização da UE", sublinhou a deputada do GUE/NGL Sabine Lösing.

“Rejeitamos a promoção de uma indústria de armas mortal, cuja legalidade é mais do que questionável ", vincou Lösing.

"Estamos firmemente contra qualquer tentativa de tirar dinheiro do orçamento da UE e de programas da UE como o Horizonte 2020 para subsidiar o setor de defesa e o Complexo Industrial Militar", afirmou, por sua vez, o deputado Neoklis Sylikiotis.

"Exigimos fundos públicos para apoiar as necessidades das pessoas. Esta proposta terá consequências catastróficas para os povos. A nossa proposta alternativa é investir em paz e promover o desarmamento, a desmobilização das tropas, o fim das intervenções militares e a dissolução da NATO”, acrescentou.

“Investir na militarização só serve o lucro da indústria de armamento”

Aquando da discussão, em julho do ano passado, no Parlamento Europeu, do plano de defesa da União Europeia proposto pela Comissão Juncker, Marisa Matias escreveu no seu twitter que “investir na militarização só serve o lucro da indústria de armamento. Queremos uma UE da Paz não um exército europeu”.

A deputada bloquista escreveu na sua página do Facebook que “a mesma UE que não consegue dar uma resposta às questões sociais, às questões humanitárias, e cada vez mais se distancia de uma resposta solidária decide agora investir uma parte substancial do seu orçamento na criação e armamento de um exército comum”.

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