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Parlamento Europeu chumba vistos de residência automáticos para europeus no Reino Unido

A emenda proposta pelo eurodeputado José Gusmão previa também a existência de um suporte físico a atestar o estatuto de residente. A ausência desse documento está a dificultar a vida a quem escolheu o Reino Unido para viver e trabalhar.
José Gusmão
José Gusmão no plenário desta quarta-feira em Estrasburgo.

O Parlamento Europeu votou esta quarta-feira o mandato de negociação do acordo entre a UE e o Reino Unido.

O eurdeputado bloquista José Gusmão, da bancada do GUE/NGL, entregou uma emenda oral para proteger os direitos dos cidadãos europeus residentes no Reino Unido até 31 de Janeiro de 2020, pedindo que lhes fosse atribuído automaticamente um visto de residência permanente e que houvesse um documento físico comprovativo desse estatuto.

Hoje em dia existe apenas uma prova digital, o que tem colocado imensas dificuldades diárias práticas na vida quotidiana destes cidadãos no contacto com serviços públicos, como os de saúde ou educação, mas também no acesso à habitação e ao trabalho.

“A implementação do que foi acordado com o Reino Unido está a enfrentar um conjunto de problemas na vida quotidiana de cidadãos europeus que vivem por vezes há décadas no Reino Unido em aceder a serviços básicos, celebrar contratos de trabalho ou arrendamento”, afirmou José Gusmão durante a apresentação desta emenda no plenário.

A emenda acabou por ser rejeitada por 13 votos de diferença, obtendo 245 votos a favor, 258 votos contra e 144 abstenções.

 

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