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Parlamento Europeu chumba listas transnacionais

A proposta das listas com candidatos de vários países às eleições para o Parlamento Europeu foi rejeitada. Com o Brexit, o número de eurodeputados será reduzido, mas nenhum país perde representação.
Foto © União Europeia 2017 - Parlamento Europeu/Flickr

A proposta sobre a futura composição do Parlamento Europeu foi discutida no plenário realizado esta quarta-feira em Estrasburgo. Em causa está a saída do Reino Unido e consequenemente dos seus 73 eurodeputados. A proposta aprovada deixa 46 lugares vagos para eventuais alargamentos da União Europeia no futuro e a redistribuição dos restantes 27 lugares por 14 estados membros, seguindo o princípio da proporcionalidade degressiva.

Para Marisa Matias, a solução encontrada, não sendo satisfatória, acaba por ser “a mais justa apresentada até agora”, por ser a “única onde os países pequenos e médios não perdem representação”.

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“Eu sei que é muito popular poder dizer que todos deveríamos ganhar e que os nossos países deveriam estar mais representados. Mas também sei que ao dizer isso teríamos de ter um parlamento muito acima do limite consagrado nos tratados, e que obviamente teria de se tirar alguém. Só não se diz a quem se vai tirar…”, afirmou Marisa Matias na sua intervenção no plenário.  

A eurodeputada do Bloco criticou também a proposta das listas transnacionais às eleições europeias, uma vez que “já temos desproporção suficiente no que diz respeito às outras instituições europeias, em particular no Conselho Europeu, onde seis países detêm 70% dos votos”.

“É por isso que não sou favorável às listas transnacionais. Não creio que elas acrescentem democracia, creio que subtraem democracia”, defendeu Marisa. A proposta acabou por ser retirada do texto aprovado com o voto de 368 eurodeputados. 274 votaram contra a retirada das listas transnacionais e 34 abstiveram-se.  

 

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