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Paridade: mulheres guineenses querem mais deputadas no parlamento

Exigência é de 40% de representação feminina nas próximas eleições. A Guiné-Bissau tem apenas 14 mulheres num universo de 102 deputados no parlamento do país.
Paridade: mulheres guineenses querem mais deputadas no parlamento

A Plataforma Política das Mulheres (PPM) guineenses apresentou ao líder do parlamento nacional um anteprojeto de lei que esperam que venha a ser adotado, permitindo que a próxima legislatura tenha pelo menos 40% de deputadas. Atualmente, o parlamento guineense, composto por 102 deputados, tem apenas 14 mulheres deputadas.

Silvina Tavares, presidente da PPM, plataforma integrada por organizações sociais e políticas de mulheres, disse aos jornalistas que o líder do parlamento, Cipriano Cassamá, prometeu sensibilizar as bancadas parlamentares sobre a necessidade de o tema ser agendado e, eventualmente, aprovado já na sessão parlamentar que começa na segunda-feira, dia 23 de julho.

"Há que haver uma lei que imponha o número de mulheres nas listas eletivas, cabeças de listas, dos partidos para as eleições legislativas", defendeu Silvina Tavares à Lusa. A ativista considera que esta é uma medida "necessária e urgente" na Guiné-Bissau. A presidente da PPM espera que os partidos acolham a ideia e aceitem aprovar a lei que, defende, vai trazer "bons reflexos" ao parlamento e à governação do país.

Num país em que as mulheres compõem 52% da população, estão são apenas 10% dos atores políticos e representam apenas 25% dos cargos na administração pública. Nas últimas eleições a Giné-Bissau observou mesmo uma redução do número de mulheres deputadas: passou de 30 para apenas 14 desde as legislativas de 2014.

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