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Paralisação por tempo indeterminado na distribuição da H&M

85% dos trabalhadores dos armazéns de Torrejón, no Estado espanhol apoiam a greve por tempo indeterminado. É deste armazém que saem todas as roupas das lojas da H&M em Portugal e Estado espanhol.
Paralisação por tempo indeterminado na distribuição da H&M em Portugal e Estado espanhol
Foto de Linnie/Flickr.

Apenas 50 das 318 pessoas que compõem a equipa do armazém da H&M em Torrejón compareceram ao trabalho naquele que é o primeiro dia de greve por tempo indeterminado destes trabalhadores. De acordo com a CGT, não saiu um único camião do armazém. Os trabalhadores em greve manifestaram-se à frente do centro de logística na cidade de Henares, de onde saem todas as roupas e acessórios distribuídos nas lojas em Espanha e Portugal.

"As pessoas estão cansadas", afirma Isabel Morales, resumindo o estado de espírito dos trabalhadores para com a empresa. Apesar das manifestações de 30 de abril e 3 de maio, a multinacional propôs um nivelamento por baixo dos direitos dos trabalhadores. A exigência de aumentos salariais recebeu, da parte da empresa, a contra proposta de que os trabalhadores com melhores condições salariais aceitem uma redução dos vencimentos para equilibrar as tabelas salariais. Os sindicatos consideram que esta é uma tentativa de colocar uns trabalhadores contra outros.

Os sindicatos exigem o reconhecimento das categorias profissionais e denunciam a recusa da empresa em reconhecer a origem laboral de algumas doenças dos trabalhadores. Problemas na coluna e diagnósticos de depressão são frequentes numa equipa composta por 80% de mulheres. Denunciam também a constante tentativa de piorar as condições de trabalho e a ausência de pagamentos pelo trabalho noturno e subsídio de férias.

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