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Papa Doce: salários em atraso e férias forçadas enquanto beneficia de lay-off

Apesar de estar aceder ao apoio público para a manutenção da atividade e do emprego, a empresa não está a pagar os salários. Situação não é inédita na empresa e repete o que aconteceu em março e abril de 2020, denuncia o portal despedimentos.pt
Papa Doce -foto de despedimentos.pt
Papa Doce -foto de despedimentos.pt

Segundo as denúncias recebidas no portal despedimentos.pt, a administração da Papa Doce, empresa do ramo alimentar sedeada na Amadora, não pagou o salário de fevereiro aos seus trabalhadores. Esta situação acontece apesar de a empresa estar neste momento estar a beneficiar de apoio do tipo lay-off.

Esta situação não é inédita na empresa, tendo também havido atraso no pagamento dos salários de março e abril do ano passado, quando estava também a aceder ao regime de “lay-off simplificado”, situação também denunciada aqui pelo mesmo portal.

Além das dezenas de trabalhadores da sua sede na Amadora, "estão também a ser afetados os funcionários de todas as dependências e representações da empresa, no Porto, Coimbra, Setúbal, Madeira e Açores", refere o despedimentos.pt.

As denúncias referem ainda que a administração da empresa impôs 10 dias de férias forçadas aos trabalhadores durante os meses de janeiro e fevereiro, quando estava já a beneficiar do apoio do lay off. E desde maio do ano passado, acrescenta o portal de denúncias de abusos laborais, a empresa não está a renovar os contratos de trabalho a prazo, deixando em situação de desemprego os trabalhadores com vínculos precários.

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