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Panda Biggs cortou beijo gay na série Sailor Moon

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género já fez uma queixa sobre os cortes, que incluem cenas em que se fala da identidade de género. Entidade Reguladora da Comunicação Social arquivou o processo.
A alegação de que este foi um acto discriminatório com base na orientação sexual baseou-se na constatação de que as cenas de assédio sexual, em que um rapaz força o beijo de uma rapariga, foram transmitidas “sem qualquer pudor sobre o público-alvo”.
A alegação de que este foi um acto discriminatório com base na orientação sexual baseou-se na constatação de que as cenas de assédio sexual, em que um rapaz força o beijo de uma rapariga, foram transmitidas “sem qualquer pudor sobre o público-alvo”.

A relação entre as personagens Haruka e Michiru, da série Sailor Moon Crystal, já estava há algum tempo a ser debatida em fóruns da Internet. As personagens não são primas, como foram apresentadas em algumas versões internacionais, mas namoradas.

O canal Panda Biggs considerou que a aparência andrógina de Haruka e a relação que mantém com Michiru são de “apreensão complexa” para as crianças a que a série se destina, dos 8 aos 14 anos. Assim, cortou as cenas em que as temáticas da homossexualidade e transgénero eram abordadas.

A decisão motivou queixas à Entidade Reguladora Para a Comunicação Social (ERC), incluindo uma da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG). Contudo, a ERC considerou que o corte não significa qualquer apelo à discriminação por orientação sexual, tendo arquivado o processo.

Os queixosos, contudo, consideram que os cortes reforçam a “invisibilidade de expressões afectivas não-normativas”. A alegação de que este foi um acto discriminatório com base na orientação sexual baseou-se na constatação de que as cenas de assédio sexual, em que um rapaz força o beijo de uma rapariga, foram transmitidas “sem qualquer pudor sobre o público-alvo”.

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