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Palestinianos fazem maior manifestação em décadas

Mais de 20 mil palestinianos da Cisjordânia foram atacados pela polícia de choque israelita no chekpoint de Qalandia, que matou dois ativistas e feriu 200. Líderes convocaram “Dia de Fúria” esta sexta em solidariedade com os irmãos de Gaza.
Manifestação foi considerada a maior em décadas na Cisjordânia
Manifestação foi considerada a maior em décadas na Cisjordânia

Mais de 20 mil palestinianos (dados do The Guardian) manifestaram-se na noite desta quinta-feira em Ramallah, na Cisjordânia, em solidariedade com os seus irmãos de Gaza. O cortejo pacífico dirigiu-se a Jerusalém e foi atacado pelas tropas de choque de Israel no checkpoint de Qalandia. A polícia abriu fogo com balas reais e matou pelo menos dois palestinianos, ferindo cerca de 200, nos confrontos que se seguiram. Fontes palestinianas afirmaram que a manifestação foi a maior já realizada em décadas.

Também houve protestos em Jerusalém, onde a polícia impediu o acesso à mesquita de al-Aqsa a todos os homens com menos de 50 anos. Pelo menos 20 manifestantes foram presos.

Até ao ataque da polícia de choque, a manifestação era pacífica


Convocada pelo Facebook

A manifestação foi convocada por um grupo de jovens através do Facebook, entre eles o filho do importante dirigente da Fatah Marwan Barghouti, preso nas cadeias de Israel. O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, apelou aos palestinianos para ampliarem os protestos, e líderes da Cisjordânia convocaram um “Dia de Fúria” para esta sexta-feira.

Raw AP footage of West Bank Clashes

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