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Palestina: Quatro mortos e cerca de 400 feridos nos protestos de sexta-feira

Milhares de pessoas voltaram às ruas na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém. Soldados israelitas responderam a tiro e com gás lacrimogéneo. [notícia atualizada às 11h30, 16.12.17]
Foto Alaa Badarneh/EPA

O número de palestinianos mortos a tiro por soldados israelitas subiu para quatro, dois na Faixa de Gaza e dois na Cisjordânia, registando-se cerca de 400 pessoas com necessidade de assistência médica, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde palestiniano.

As mortes e os feridos ocorreram durante protestos contra a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Na Faixa de Gaza, milhares de pessoas responderam ao apelo das várias fações palestinianas para uma manifestação gigantesca a seguir às orações, a repetir-se nas próximas sextas-feiras. No final da manifestação, muitas pessoas voltaram a mandar pedras aos soldados israelitas na fronteira, em protesto contra a ocupação e o recente reconhecimento por parte de Washigton de Jerusalém como capital de Israel.

Nos confrontos em Gaza, registaram-se 164 feridos, cinco deles em estado grave, e mais de uma centena a necessitar de assistência com sintomas de asfixia grave, devido ao gás lacrimogéneo. Duas pessoas morreram e uma das vítimas deslocava-se numa cadeira de rodas, disseram fontes da assistência médica à agência Reuters. Durante a noite, foram ainda disparados vários foguetes em direção ao território israelita, não provocando vítimas.

Na Cisjordânia, esta sexta-feira também ficou marcada por manifestações, barricadas e confrontos, causando 103 feridos do lado dos palestinianos, dois deles em estado grave. Os soldados israelitas também responderam a tiro, matando uma pessoa, que foi acusada de esfaquear um militar.  Segundo o Times of Israel e a AFP, houve uma quarta vítima mortal palestiniana durante confrontos em Anata, nos arredores de Jerusalém.

Ler também: Jerusalém: Protestos anti-Trump em várias capitais do mundo

A parte oriental da cidade que está no centro da polémica reaberta por Trump também assistiu a manifestações após as orações na mesquita de al-Aqsa, com os manifestantes a serem impedidos pelas barreiras policiais de entrarem na Cidade Antiga.

Fora da Palestina também houve protestos contra Trump por causa de Jerusalém, com milhares de pessoas a manifestarem-se nas capitais do Paquistão, Líbano, Jordânia, Malásia, Japão e India.

[notícia atualizada às 11h30, 16.12.17]

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