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Pais pedem às escolas para justificarem faltas na greve climática

O movimento lançado por Greta Thunberg quer voltar a parar as escolas esta sexta-feira. A associação de pais que apoia a iniciativa escreveu às direções escolares para que reconheçam a justificação das faltas.
manifestação da greve estudantil climática
Manifestação da greve estudantil climática de 15 de março em Lisboa. Foto Paula Nunes.

A par da mobilização estudantil que esta sexta-feira se vai manifestar em 34 localidades portuguesas, o movimento das “Sextas-feiras pelo futuro” já se alargou às gerações mais velhas. A par de outros países, também em Portugal foi lançado o movimento “Parents for Future Portugal”, que em poucos dias conseguiu mil apoiantes.

Numa carta aberta dirigida às direções escolares, este movimento defende que “cabe-nos a todos tomar as medidas ao nosso alcance necessárias para controlar a crise climática rapidamente”. Por isso solicitam “todo o apoio da Escola para este movimento ecológico estudantil incluindo a facilitação (e.g. reconhecendo a justificação pela falta), e mesmo a motivação, para a eventual participação dos alunos no próximo evento de 24 de maio - a segunda manifestação estudantil global pelo clima”.

Um dos signatários da carta aberta é Luís Lapão, professor na Universidade Nova de Lisboa e pai de dois filhos com 12 e 16 anos. “Nós apoiamos os jovens para garantir que há rigor científico”, afirmou à agência Lusa. Outro objetivo deste grupo é conseguir que “100% dos pais tenham consciência de que podem agir e educar os filhos de forma ambientalmente responsável”.

Também Ana Matos é professora universitária e mãe de duas crianças com 6 e 10 anos. À agência Lusa disse que integra este movimento como forma de mobilizar os pais para “representar as vozes das crianças mais pequenas na próxima manifestação do dia 24”.

Para já, os diretores escolares não mostram abertura à justificação das faltas, embora reconheçam e saúdem os estudantes  pela sua “capacidade de se mobilizarem e de lutarem em torno de uma causa”. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) disse à Lusa que as escolas “terão um dia normal de aulas e as faltas não serão justificadas, até porque nem sequer sabemos onde estão realmente os alunos que não compareçam as aulas”.

Por seu lado, Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), refere que no caso de haver testes marcados para sexta-feira e se muitos alunos faltarem, “a escola tem autonomia para tomar medidas e, eventualmente, poderá decidir por repetir a prova. Mas, neste momento, não está nada decidido nesse sentido”.

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
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