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Padrinho do casamento de Ventura encabeça manifesto por aliança PSD-Chega

Rui Gomes da Silva é o primeiro dos sete militantes do PSD a subscrever o apelo a Luís Montenegro. Querem que o líder renegue a sua principal promessa eleitoral e assine um acordo com a extrema-direita para ficar quatro anos no poder.
Rui Gomes da Silva e André Ventura
Rui Gomes da Silva e André Ventura.

Num manifesto divulgado esta terça-feira à imprensa, um grupo de sete militantes do PSD faz o apelo a Luís Montenegro para que quebre a sua principal promessa de campanha - o "não é não" sobre acordos com o Chega para lhe viabilizar um governo - e assine um acordo com o partido de Ventura.

O primeiro subscritor é Rui Gomes da Silva, o antigo ministro de Santana Lopes e padrinho de casamento de André Ventura, que já tinha defendido que o seu partido devia chegar a entendimentos com o Chega. Segue-se o líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal do Porto Miguel Corte-Real, o ex-autarca de Castelo de Paiva Paulo Ramalheira Teixeira, o médico Manuel Pinto Coelho, adversário da política portuguesa de descriminalização das drogas, João Saracho de Almeida, antigo gestor do ramo imobiliário da Mota Engil e atualmente ao serviço da sua parceira Solida Capital, com sede no Dubai e investimentos na Polónia, Susana Faria, presidente da JSD em Felgueiras, e Paulo Jorge Teixeira, presidente da Cooperativa do Povo Portuense e deputado municipal.

Os subscritores do apelo ao acordo com a extrema-direita justificam-no com a leitura que fazem do resultado eleitoral, entendendo que "os portugueses disseram que não queriam continuar a ser governados pela esquerda e deram o maior resultado, desde 1991, ao espaço não-socialista em Portugal". Assim sendo, consideram "imperativo uma solução governativa à direita, sem medos e muito menos condicionada por aquilo que deseja a extrema-esquerda".

O texto encabeçado pelo ex-ministro de Santana que ficou conhecido por ter precipitado o fim do comentário político de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI em 2004, quando acusou o atual Presidente de "destilar ódio ao primeiro-ministro e ao Governo", vai mais longe e acusa Montenegro de "fazer o jogo da esquerda" caso rejeite fazer acordos com o Chega. "Só um acordo, que garanta um governo estável, com compromissos sólidos para quatro anos, coloca os interesses de Portugal em primeiro lugar", conclui o manifesto citado na comunicação social.

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