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OSCE apela ao Reino Unido para não extraditar Assange

A representante da OSCE para a liberdade de imprensa pediu à ministra do Interior britãnica para considerar o impacto da eventual extradição sobre o jornalismo de investigação.
Foto de Ivan Radic/Flickr

O Reino Unido é um dos 57 membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), cuja representante para a liberdade de imprensa é a ex-Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do primeiro governo de António Costa.

Teresa Ribeiro apelou na passada quinta-feira à ministra britânica do Interior, Priti Patel, para não extraditar Julian Assange para os Estados Unidos, onde o fundador da Wikileaks pode ser condenado a uma pena de 175 anos de prisão por alegados crimes de espionagem, devido à revelação de violações dos direitos humanos por parte das tropas norte-americanas no Iraque e Afeganistão e também na prisão de Guantánamo.

"O interesse público de muitas publicações da Wikileaks deve ser tido em conta, pois contribuiu para importantes investigações jornalísticas e reportagens. É essencial considerar o impacto na liberdade de expressão e na liberdade de imprensa se ele for extraditado e condenado", afirmou Teresa Ribeiro, lembrando aos países membros da OSCE que todos se comprometeram com uma série de princípios que consideram a liberdade de expressão e acesso á informação como um direito humano fundamental em sociedades democráticas. "O acesso à informação com interesse público permite que as pessoas façam escolhas informadas e assegura a transparência e responsabilização dos governos", prossegue a representante da OSCE.

Por essa razão, conclui Teresa Ribeiro, "o facto de que alguém que revelou material com interesse público possa vir a enfrentar uma longa pena de prisão pode ter um grave e duradouro efeito asfixiante no jornalismo de investigação".

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