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Os trabalhadores da Águas e Resíduos da Madeira estão em greve quarta e sexta

Depois de terem feito dois dias de greve em outubro, estes trabalhadores voltam à greve depois da empresa e do governo regional de direita não ter dado resposta às suas reivindicações. Para além de um aumento salarial de 90 euros por trabalhador, exigem a aplicação “sem discriminações” das 35 horas semanais.
Águas e Resíduos da Madeira. Foto da empresa.
Águas e Resíduos da Madeira. Foto da empresa.

Os trabalhadores da empresa Águas e Resíduos da Madeira, empresa pública da Região Autónoma, estão em greve esta quarta e na próxima sexta-feira, lutando por aumentos salariais e “pelo fim das discriminações”. A greve, convocada pelo Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente, SITE, é acompanhada por uma concentração em frente à Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal.

No comunicado em que anunciou a marcação da jornada de luta, emitido a 5 de novembro passado, o SITE explica que nem a empresa nem o governo regional de direita deram resposta às reivindicações apresentadas. Do seu caderno reivindicativo fazem parte a exigência de um aumento mínimo de salários no valor de 90 euros por trabalhador, com efeitos retroativos ao início deste ano, o aumento do subsídio de refeição e o fim da discriminação neste valor, assim como a aplicação das 35 horas semanais a todos os trabalhadores da empresa, “acabando com as discriminações”.

A 6 e 7 de outubro deste ano, os trabalhadores tinham feito uma greve que tinha tido, segundo o sindicato, uma “forte adesão”, que paralisou alguns serviços e fez com que na maioria dos postos de de trabalho se cumprissem apenas os serviços mínimos, explicou na altura o dirigente sindical Dário Ferreira. Na altura, os sindicalistas diziam esperar “uma negociação séria” que reconhecesse a validade das suas reivindicações feita “com vontade realmente de as solucionar e de não, como até aqui tem sido feito, arranjar desculpas para ir empurrando com a barriga para a frente aquilo que seja uma resposta satisfatória para os trabalhadores”.

A Águas e Resíduos da Madeira, detida a 100% pelo Governo Regional tem perto de 800 trabalhadores e gere as águas e dos resíduos em alta de toda a região autónoma e em baixa de cinco concelhos, nos outros este serviço é garantido pelas Câmaras. Devido à greve, a ARM avisou que existiriam constrangimentos na recolha de resíduos de Câmara de Lobos, Machico, Santana, Ribeira Brava e Porto Santo.

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