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“Os Salvini alimentam-se do desmantelamento do estado social”

Na sessão internacionalista, Luís Fazenda afirmou que “os Salvini” aparecem como resposta à globalização e realçou que “o desafio da política é denunciar uma barbárie que não se apresenta como tal e anunciar um socialismo que não se impõe como tal”.
Luís Fazenda assinalou que os “sinos para a resistência estratégica” já tocaram e que ela passa “pela unidade dos democratas, sem concessões aos liberais de tipo Macron” - Foto de Paulete Matos
Luís Fazenda assinalou que os “sinos para a resistência estratégica” já tocaram e que ela passa “pela unidade dos democratas, sem concessões aos liberais de tipo Macron” - Foto de Paulete Matos

O dirigente bloquista começou por destacar que “a solidariedade primeira e íntima é com a liberdade em Itália”, denunciando que “os Salvini” destroem os regimes democráticos por dentro” e alertando que a extrema-direita ameaça que os governos reacionários, “se impedidos ou bloqueados”, podem “desfazer o constitucionalismo democrático”.

Luís Fazenda salientou que a “vaga reacionária” tem sempre uma história nacional, mas que independentemente das diferenças nacionais, “há um enlace geral neste processo e ele provém das consequências da crise do capitalismo de 2007/2008”, crise destrutiva da economia e do emprego, “proletarizando e até dessocializando setores da classe média e setores populares”.

“A extrema-direita bombardeia a consciência social com uma ideologia de exclusões: excluir o outro, o imigrante, o refugiado, o forasteiro, os fiéis de outro culto, o pobre”, realçou.

Luís Fazenda sublinhou também que o que une os Salvini, Bolsonaro e Trump, “não são só as embaixadas de Steve Bannon, mas o estado preparatório de repressões alargadas e de militarização do conflito social”, considerou que “o choque vai ser duro” e que só poderá ser travado pela “solidariedade progressista e pela unidade popular”.

O dirigente bloquista apontou que as esquerdas cometeram muitos erros, destacando no entanto que “nada terá pesado mais do que décadas de social-democracia como gestora do capitalismo”. Considerando que a “subestimação geral do avanço da extrema-direita” é um sintoma da impreparação, Luís Fazenda assinalou que os “sinos para a resistência estratégica” já tocaram e que ela passa “pela unidade dos democratas, sem concessões aos liberais de tipo Macron”, pela mobilização popular, pela recuperação de direitos sociais.

A concluir, Luís Fazenda lembrou Antonio Gramsci: “Sei que os herdeiros de Gramsci são a insurgência. Antecipo que cruzarão os caminhos da unidade popular. Esse é o sangue do nosso sangue”.

Termos relacionados Política, XI Convenção
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