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Os gestores portugueses que mais ganharam em 2017

Gestores da EDP, Galp, Sonae SGPS, Semapa, Navigator e Jerónimo Martins, Santander e BPI, receberam, cada um, mais de um milhão de euros no ano passado. António Mexia encabeça a lista dos mais bem pagos.
António Mexia, presidente executivo da EDP. Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.

Os presidentes executivos das empresas cotadas do PSI-20 receberam em média 898.509 euros anuais, o equivalente a 22 vezes o salário anual médio pago aos trabalhadores em Portugal, e mais 9,35% do que tinham recebido em 2016.

Em empresas como a EDP, Galp, Sonae SGPS, Semapa, Navigator e Jerónimo Martins, Santander e BPI, encontramos gestores que receberam mais de um milhão de euros em 2017.

António Mexia encabeça a lista dos mais bem pagos por cargo. O presidente executivo da EDP arrecadou quase 2,3 milhões de euros brutos. O montante inclui um bónus anual de 584 mil euros e outro variável plurianual (2014) de 720 mil euros. A remuneração de Mexia é mais de 49,5 vezes superior ao salário auferido pelos restantes trabalhadores da EDP.

Pelas funções exercidas em sociedades participadas da Navigator (antiga Portucel) e da Semapa, das quais é presidente do conselho de administração, Pedro Queiroz Pereira conseguiu amealhar um total de 3,1 milhões de euros.

Já o atual presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, recebeu uma remuneração bruta anual de cerca de 2 milhões de euros. A maior parte deste montante veio dos cargos em outras sociedades do grupo.

Carlos Gomes da Silva, presidente executivo da Galp Energia, contou com uma remuneração bruta de 1.704 milhões de euros e João Manso Neto, presidente executivo da EDP Renováveis, ganhou 1,6 milhões de euros brutos.

Da lista dos gestores mais bem pagos em 2017 constam ainda Ângelo Paupério, co-presidente da Sonae SGPS, que ganhou cerca de 1,495 milhões de euros em 2017, montante ao qual ainda se soma um salário bruto de 468 mil euros pago por outras participadas da sociedade, e Paulo Azevedo, presidente do conselho de administração e co-presidente executivo da Sonae SGPS, com uma remuneração bruta que ultrapassou um milhão de euros.

Ainda que já não seja presidente-executivo do BPI, Fernando Ulrich também aparece no ranking, com um salário bruto de 1,2 milhões de euros.

A lista continua com Diogo Silveira, presidente da comissão executiva da Navigator (ex-Portucel), que auferiu cerca de 1,1 milhões de euros, e Francisco Lacerda, presidente dos CTT, que arrecadou quase 900 mil euros em 2017, um valor que inclui prémio de desempenho pelo exercício de 2016.

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