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ONU considera política para a imigração de Trump “sem sentido”

A ONU considerou esta sexta-feira que as mudanças anunciadas pela administração Trump para a questão das crianças imigrantes separadas dos pais na fronteira norte-america são “sem sentido”. Acrescentou ainda que a solução não pode passar pela detenção dos menores.
O interesse superior da criança é um princípio protegido e reconhecido nas principais normas internacionais sobre direitos humanos, o que inclui a Convenção sobre os Direitos da Criança, adotado por unanimidade pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em novembro de 1989 e subscrito por 195 Estados.
O interesse superior da criança é um princípio protegido e reconhecido nas principais normas internacionais sobre direitos humanos, o que inclui a Convenção sobre os Direitos da Criança, adotado por unanimidade pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em novembro de 1989 e subscrito por 195 Estados.

“Entendemos que agora a prática será deter as crianças com os seus pais (…), temos dito repetidamente que as crianças nunca devem ser detidas por motivos relacionados com o seu estatuto migratório”, afirmou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, numa conferência de imprensa em Genebra.

A representante da ONU salientou nenhuma criança pode ser detida sob o argumento de que a detenção é feita em seu interesse.

As declarações surgem numa altura em que administração Trump encontra forte contestação ao nível internacional devido à sua política “tolerância zero” quanto à imigração, graças à qual várias centenas de crianças têm sido separadas das famílias na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Devido à pressão social, Trump acabou por assinar uma nova ordem executiva, segundo a qual as crianças que não são separadas dos familiares que tentam atravessar a fronteira norte-americana ilegalmente devem ser detidas com eles.

O interesse superior da criança é um princípio protegido e reconhecido nas principais normas internacionais sobre direitos humanos, o que inclui a Convenção sobre os Direitos da Criança, adotado por unanimidade pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em novembro de 1989 e subscrito por 195 Estados. Segundo a Unicef, os Estados Unidos foram o único país a não ratificar o documento.

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